Vivemos um período em que mudanças profundas redefinem a economia mundial. A forma de produzir, competir e investir está sendo transformada por novas tecnologias, pela transição energética, pelas mudanças geopolíticas e por novas exigências ambientais e sociais. Nesse cenário, a capacidade de compreender os movimentos em curso e se preparar para o futuro tornou-se um dos principais fatores de competitividade.
Desde sua fundação, em 1950, a FIESC tem como uma de suas missões interpretar as necessidades e as oportunidades da indústria, reunir conhecimento técnico e apresentar caminhos para o desenvolvimento de Santa Catarina. A Carta da Indústria, tema da reportagem de capa desta edição, nasce desse compromisso: oferecer uma visão estratégica e propostas concretas para orientar políticas públicas voltadas ao crescimento econômico e social do Estado.
Desenvolvimento é relação de causa e efeito. Planejamento, investimentos e decisões tomadas na direção correta geram efeitos positivos no longo prazo. Santa Catarina possui características que a colocam em posição privilegiada para avançar ainda mais, mas transformar potencial em realidade exige visão de futuro, diálogo e ações consistentes. As propostas da Carta da Indústria estão sendo apresentadas aos candidatos aos poderes Executivo e Legislativo e poderão contribuir para a construção de uma agenda de desenvolvimento para os próximos anos.
As demais reportagens da revista se conectam, de diversas formas, à visão da FIESC para o crescimento do Estado. A chegada da JBS Biotech a Florianópolis fortalece um ecossistema de inovação em uma das áreas mais promissoras da economia global, a biotecnologia. Os investimentos da WEG em sistemas de armazenamento de energia aproximam Santa Catarina das oportunidades abertas pela transição energética. A Parceria Público-Privada para o aprofundamento da Baía da Babitonga ampliará a relevância logística do Estado. A dinamização econômica da fronteira com a Argentina por meio de políticas tributárias, o pioneirismo no mercado de créditos de biodiversidade e a integração de imigrantes ao setor produtivo mostram diferentes caminhos para ampliar a capacidade de crescimento catarinense.
Em todas essas frentes a FIESC atua como articuladora, conectando conhecimento, empresas, sociedade e poder público para transformar desafios em oportunidades e construir um futuro mais próspero para Santa Catarina.
Gilberto Seleme - Presidente da FIESC