Por Diego Ramos, Presidente da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) e CEO da Teltec Solutions.
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Diego Ramos: “A aproximação entre indústria e tecnologia é um diferencial estratégico, e a Acate e a FIESC atuam como pontes nesse processo: a ideia é conectar empresas estabelecidas a soluções capazes de impulsionar eficiência, inovação e crescimento sustentável” - Foto: Divulgação

A transformação digital deixou de ser uma agenda restrita ao setor de tecnologia para se tornar um fator determinante de competitividade em toda a indústria. Em Santa Catarina, onde a base industrial é diversificada e historicamente eficiente, o avanço de tecnologias emergentes como inteligência artificial, automação e plataformas digitais representa uma oportunidade concreta de ampliar produtividade e capturar novos mercados.

Um estudo recente da McKinsey aponta que empresas que adotam uma estratégia estruturada de investimento em tecnologia conseguem ampliar significativamente o impacto dessas iniciativas sobre a rentabilidade operacional, chegando a triplicar o ganho incremental de EBITDA associado à transformação digital.

De acordo com a pesquisa, empresas que ampliam seus investimentos em TI em cerca de 4% ao ano, com foco em automação e modernização tecnológica, tendem a obter ganhos relevantes de produtividade e redução de custos operacionais. O estudo também aponta que o uso de inteligência artificial generativa em projetos de modernização de sistemas pode reduzir custos em cerca de 40% e acelerar entregas entre 40% e 50%.

O que podemos perceber é uma mudança estrutural: a tecnologia deixa de ser um centro de custos para se tornar um motor direto de geração de valor. Esse movimento é ainda mais evidente em setores intensivos em tecnologia, como software e biotecnologia, que apresentam taxas de crescimento superiores às demais indústrias.

Para Santa Catarina, esse cenário representa uma grande oportunidade. O Estado conta com uma base industrial sólida e diversificada, incluindo empresas líderes em seus segmentos no Brasil e no exterior, além de um ecossistema de tecnologia em expansão. A aproximação entre indústria e tecnologia é um diferencial estratégico, e a Acate e a FIESC atuam como pontes nesse processo: a ideia é conectar empresas estabelecidas a soluções capazes de impulsionar eficiência, inovação e crescimento sustentável.

A adoção dessas tecnologias não é apenas uma questão de modernização, mas de posicionamento. Em um ambiente mais dinâmico, a capacidade de integrar inteligência artificial, dados e automação às operações será determinante para definir os líderes da próxima década.

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