Emgepron apresentou o modelo do cluster tecnológico naval do Rio de Janeiro. Reunião virtual foi realizada na quarta-feira, dia 20, com a participação da Secretaria de Assuntos Internacionais do Governo de SC

Florianópolis, 25.1.2021 - A estruturação de um cluster tecnológico naval foi debatida em reunião entre a Federação das Indústrias (FIESC), a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron) e a Secretaria-executiva de Assuntos Internacionais do Governo de SC. A reunião foi realizada no dia 20 de janeiro, em Florianópolis. O capitão de mar e guerra, André Gabriel Sochaczewski, gerente da unidade de negócios de logística da Emgepron, apresentou o modelo de cluster instalado no Rio de Janeiro.

Sochaczewski chamou a atenção para a importância de fortalecer os negócios voltados à economia do mar, setor que, segundo ele, responde por 18,9% do PIB brasileiro, considerando as diversas atividades que estão ligadas à economia do mar. Ele destacou o ambiente propício que existe em Santa Catarina, especialmente com a execução do projeto das fragatas em Itajaí. “Santa Catarina está mais próxima de se tornar um cluster com potencial de negócios muito forte”, disse. Ainda em sua apresentação, ele destacou que o valor agregado da economia do mar no mundo, no período de 2010 a 2030, será de US$ 3 trilhões, cerca de 6% da economia global. Além disso, há uma estimativa que o tráfego marítimo de cargas vai triplicar até 2050 e 90% do comércio exterior global ocorre pelo mar.

O diretor de inovação e competitividade da FIESC, José Eduardo Fiates, destacou que o Brasil encontra-se numa situação de competitividade empresarial e desenvolvimento econômico delicada. “O nível de industrialização do país está na faixa de 18% enquanto na Alemanha esse percentual é de 33% e na China é de 48%. A temática da industrialização é fundamental e é um desafio que não vai mudar no curto prazo. A temática de clusters, ecossistemas de inovação e desenvolvimento é o caminho para desenvolver negócios”, declarou.

A secretária de Assuntos Internacionais, Daniella Abreu, destacou o interesse na expansão do segmento da economia do mar. “Temos que explorar muito mais e estamos à disposição para articular. Para nós, é mais um universo em que temos que cooperar, incentivar e ajudar a iniciativa privada a se desenvolver”, afirmou.

Por meio do seu Comitê da Indústria de Defesa (Comdefesa), a FIESC faz a aproximação entre a indústria e as demandas das Forças Armadas. Nos dias 2 e 3 de setembro, a Federação promove a 2ª edição da SC Expo Defense, feira de tecnologia e produtos de defesa, realizada na Base Aérea de Florianópolis. Saiba mais no site: scexpodefense.com.br

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