Com nova legislação impulsionando o setor, a empresa de Xanxerê processa 10 mil toneladas por ano e detém certificação obtida por apenas 20 recicladoras
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Lorenzon iniciou sua vida profissional aos 15 anos e registrou seu primeiro CNPJ ao completar 18. Foto: Filipe Scotti

Florianópolis, 20.03.2026 - Fundada em 2000 com chão batido e dez colaboradores, a Alcaplas, de Xanxerê, é hoje uma das recicladoras de plástico mais conceituadas do Brasil. O fundador da empresa, Alceu Lorenzon, apresentou a trajetória dos negócios no Espaço Indústria da FIESC, em reunião de diretoria da entidade nesta sexta-feira (20).

A Alcaplas é o capítulo mais recente de uma longa trajetória empreendedora. Antes de fundar a recicladora, Alceu Lorenzon passou por lanchonetes, comércio de veículos, oficina mecânica, casas lotéricas e incorporação imobiliária. 

"Tive participação em torno de 20 CNPJs e tudo foi aprendizado. Cada experiência contribuiu para chegar onde estamos hoje", conta o empresário, que iniciou sua vida profissional aos 15 anos e registrou seu primeiro CNPJ ao completar 18.

Com 240 colaboradores, 18 mil metros quadrados de área construída e capacidade de processamento de 10 mil toneladas de resíduos plásticos por ano, a Alcaplas atua na transformação de plásticos pós-consumo em produtos utilizados por indústrias dos setores automotivo, de embalagens, eletrodomésticos e agronegócio. 

A empresa está em expansão, com nova planta em conclusão que ampliará sua capacidade para 12 mil toneladas de resinas recicladas e mais de 7 mil toneladas de embalagens flexíveis por ano.

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Alcaplas processa 10 mil toneladas de resíduos plásticos por ano. Foto: Filipe Scotti

Certificação

Um dos principais diferenciais da empresa no mercado atual é a certificação Recircula Brasil, obtida por apenas 20 das mais de 1.200 recicladoras cadastradas no país. O certificado comprova a origem e a rastreabilidade do material reciclado, requisito exigido pelo novo decreto que regulamenta a Política Nacional de Resíduos Sólidos, publicado em outubro de 2025. A legislação prevê que, a partir de 2026, as empresas comprovem 22% de conteúdo reciclado em seus produtos, percentual que sobe para 40% até 2040.

"O mercado vai ter que se adequar às questões ambiental e social, todas as empresas vão ter que prestar contas", afirmou o fundador da empresa, Alceu Lorenzon, durante a apresentação.

Compromisso ambiental

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Lorenzon (e) entrega ao presidente em exercício da FIESC, André Odebrecht, troféu que reconheceu a Alcaplas por seu projeto social Tampinha do Bem, realizado em parceria com a Federação. Foto: Filipe Scotti

Além da operação industrial, a Alcaplas mantém três programas socioambientais: o Tampinha do Bem, em parceria com a FIESC, que transforma tampas plásticas em recursos para mais de 300 projetos sociais no Sul do Brasil; o Plantar para Preservar, com distribuição gratuita de mudas de árvores nativas; e o Educar para Preservar, que recebe mais de mil estudantes por ano em visitas técnicas à empresa.

O reconhecimento do trabalho da Alcaplas veio em forma de premiações: a empresa foi eleita melhor recicladora do Brasil pela revista Plástico em Revista, conquistou ouro na categoria Gestão Sustentável do Prêmio Plástico Sul 2025 e acumulou cinco premiações e certificações ao longo do ano passado.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

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