Compartilhamento de informações é o primeiro passo para avaliar iniciativas para mitigar os efeitos da sobretaxa dos EUA sobre a economia do estado

Florianópolis, 21.07.2026 – A Federação das Indústrias do Estado (FIESC) e o governo de SC realizaram nesta terça-feira, 21, reunião de alinhamento sobre os impactos da nova tarifa anunciada pelos Estados Unidos sobre as indústrias exportadoras do estado.
As novas alíquotas entram em vigor nesta quarta-feira, dia 22. Quatro secretários de estados e técnicos do governo participaram do encontro.

O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, destacou a importância do diálogo entre o setor produtivo e o governo estadual. “O impacto do segundo tarifaço dos Estados Unidos será similar ao observado no primeiro período de elevação das tarifas. Um estudo da FIESC mostra que 54,5% da pauta exportadora do estado será afetada com as novas alíquotas. Essa segunda onda de elevação de taxas atinge as empresas já fragilizadas e a sensibilidade do governo estadual tem sido muito importante”, afirmou Seleme.

O secretário da Fazenda, Cleverson Siewert reforçou o compromisso em manter o diálogo aberto com o setor produtivo, para ouvir as demandas da indústria e avaliar, dentro das possibilidades legais, alternativas que possam contribuir para mitigar os efeitos da medida sobre a economia do Estado.

"A indústria catarinense é responsável por 35% dos empregos formais e 30% do PIB de SC, com as exportações cumprindo um papel relevante. É um momento importante para o alinhamento de expectativas de lado a lado. Formamos um grupo de trabalho para, em conjunto, transformar dados em informações que vão nos levar às melhores decisões possíveis. A exemplo do ano passado, estamos confiantes de que teremos boas notícias para os empresários catarinenses", disse Sievert.

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Representantes da FIESC, secretários de estados e técnicos do governo participaram do encontro nesta terça-feira (21/07). Foto: Filipe Scotti.

Durante o encontro, o secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, destacou que o mercado externo sempre foi determinante para o crescimento econômico e a geração de renda em Santa Catarina. Na avaliação dele, as disputas comerciais e geopolíticas e a reconfiguração das cadeias de fornecimento vão demandar um esforço contínuo dos agentes políticos e econômicos. “Esse será o nosso novo normal. O grupo de trabalho formado para tratar do tema poderá se tornar permanente”, afirmou.

Ao mesmo tempo, a FIESC e o governo do estado destacaram a importância de reforçar iniciativas de promoção comercial do estado em outros mercados, identificando oportunidades para empresas que já exportam e preparando as que ainda não acessam o mercado externo para que possam se internacionalizar.

O secretário de Planejamento, Arão Josino da Silva, reforçou a necessidade de pensar a internacionalização de empresas no longo prazo, como parte da estratégia de desenvolvimento do estado.  A reunião contou ainda com a participação dos secretário da Indústria, Comércio e Serviços, Leodegar Tiscoski.

Encaminhamento

O próximo passo é a troca de informações entre as áreas técnicas, avaliar os desdobramentos da medida e construir, de forma conjunta, alternativas que contribuam para reduzir os impactos sobre a economia catarinense e preservar a competitividade das empresas do Estado.


Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação
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