Florianópolis, 24.07.2026 – O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Paulo Skaf, defendeu o fortalecimento da diplomacia comercial como estratégia para reduzir os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Durante encontro com empresários e lideranças industriais na Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Skaf afirmou que a interlocução institucional e empresarial é o caminho para preservar mercados e ampliar as exceções já conquistadas.
Segundo Skaf, cerca de metade da pauta de exportações brasileiras para os Estados Unidos ficou de fora das novas tarifas graças à atuação conjunta das empresas brasileiras e de seus parceiros norte-americanos.
"Esse é o caminho que nós vamos ter que fazer usando a diplomacia empresarial. Naturalmente o governo tem um papel de fazer o lado dele, mas é muito importante que não haja essas agressões ao governo americano."
Skaf afirmou que o Brasil deve buscar ampliar a lista de produtos isentos das tarifas e defendeu que a relação bilateral seja conduzida por meio do diálogo.
"O ideal era não ter tido o tarifaço para não precisar de medidas paliativas. O plano Brasil Soberano é empréstimo, não é solução. O que precisamos é preservar o mercado. A indústria não é apenas a indústria de transformação. Nós representamos também a construção, a mineração, a produção de energia e de gás. Esse conjunto representa 24% do PIB brasileiro."
O encontro ocorreu durante a reunião de diretoria da Federação catarinense, em Florianópolis, na sexta-feira (24).
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
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