Florianópolis, 18.09.2026 - Os candidatos ao governo de Santa Catarina com representação na Assembleia Legislativa assinaram um documento em que firmaram com os industriais catarinenses o compromisso, caso eleitos, de não aumentar a carga tributária no próximo mandato. Três candidatos a governador participaram do evento de apresentação de propostas realizado pela Federação das Indústrias de SC (FIESC), nesta sexta-feira (18): Jorginho Mello, Ralf Zimmer e João Rodrigues.
Para o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, o não aumento da carga tributária estadual é um compromisso inegociável para a indústria.
“A gestão fiscal responsável e previsível é condição indispensável para preservar um ambiente de negócios competitivo e atrativo no nosso estado. Também entregamos aos candidatos 89 propostas prioritárias divididas em dez áreas. São medidas voltadas a ampliar a produtividade, estimular a inovação, fortalecer a segurança jurídica e melhorar a qualidade de vida da população”, afirmou.
Confira as proposições da FIESC na Carta da Indústria.
Os candidatos apresentaram suas propostas seguindo a ordem do sorteio, com Jorginho Mello, da coligação “Fé no Trabalho e Pé na Tábua”, iniciando a apresentação. Durante sua fala, o candidato destacou a importância de o estado ter uma infraestrutura adequada ao seu desenvolvimento, especialmente num cenário em que a Reforma Tributária afetará a arrecadação do estado. Jorginho afirmou que para manter a liderança recém conquistada em competitividade em relação a outros estados, Santa Catarina terá de ser atrativa pela sua infraestrutura - de transportes, de conectividade e de energia - , qualidade de vida e segurança. Ele salientou ainda a Via Mar, rodovia estadual em projeto para ser alternativa de corredor litorâneo, e destacou o papel da iniciativa privada para tirar esse e outros investimentos em transporte e logística do papel.
Já Ralf Zimmer destacou que a logística precisa ser uma prioridade para o estado, já que se tornará um diferencial competitivo com a entrada da Reforma Tributária em vigor. O candidato explicou que não pretende concessionar rodovias estaduais e que SC precisa ser mais incisiva em suas cobranças por obras nas rodovias federais. Um caminho proposto por Zimmer é notificar judicialmente o governo federal para que as obras tenham andamento, e até mesmo realizar os investimentos com recursos estaduais e depois buscar o ressarcimento judicialmente, se necessário. O candidato do PRB salientou que uma ampla reforma administrativa será necessária para que Santa Catarina possa fazer frente à perda de arrecadação prevista com a Reforma Tributária.
João Rodrigues, último candidato a se manifestar, também afirmou que uma boa infraestrutura é essencial para que Santa Catarina se mantenha competitiva em um cenário de fim de incentivos fiscais. A proposta de Rodrigues é o diálogo com o governo federal, independentemente de quem seja o vencedor do próximo pleito, de forma a viabilizar obras essenciais ou até mesmo negociar soluções conjuntas: SC realiza o investimento em troca de abatimento da dívida do estado com a União. O candidato da coligação "Santa Catarina Acima de Tudo" destacou sua proposta de construir 10 hospitais estaduais e também de estabelecer um programa para facilitar acesso à casa própria, para fazer frente ao déficit estimado de 200 mil moradias no estado.
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação
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