Confira artigo do presidente da FIESC, Gilberto Seleme, sobre a Carta da Indústria aos candidatos ao governo de Santa Catarina

Onde há indústria, há desenvolvimento — e onde há desenvolvimento, a dignidade se constrói pelo trabalho. É com essa convicção que a FIESC apresenta aos candidatos ao governo do estado uma pauta estratégica focada em impulsionar o setor produtivo e, com ele, acelerar todo o crescimento de Santa Catarina. Trata-se de um movimento decisivo para os próximos anos.

Por isso mesmo, na próxima sexta-feira (18) receberemos os principais postulantes ao governo do estado na sede da FIESC. Uma das questões centrais do nosso encontro é obter um compromisso claro e inegociável: o não aumento da carga tributária estadual. Tratar a gestão fiscal com responsabilidade e manter impostos previsíveis é condição sine qua non para preservar um ambiente de negócios competitivo e atrativo no nosso estado.

O empresariado catarinense sabe que a verdadeira força do crescimento vem de investir no próprio negócio. Estamos continuamente fazendo a nossa parte: ampliando mercados, aprimorando processos e criando empregos. É essa faísca empreendedora que dá início a um ciclo virtuoso. 

Quando um empresário expande sua atuação, ele logo sente a necessidade de qualificar trabalhadores e apoiar talentos. As equipes ganham novas habilidades, as organizações elevam sua produtividade, ousam em inovação e, gradualmente, transformam toda a comunidade ao seu redor.

Para dar sustentação a esse dinamismo, estruturamos a Carta da Indústria de Santa Catarina 2027-2030, que entregamos agora aos futuros gestores. O documento consolida o conhecimento acumulado pelas entidades da FIESC e resulta de um amplo processo de escuta de líderes empresariais de várias regiões, sindicatos industriais, além dos nossos 15 Conselhos Setoriais e Temáticos.

O texto reúne 88 propostas prioritárias divididas em dez áreas. São medidas voltadas a ampliar a produtividade, estimular a inovação, fortalecer a segurança jurídica e melhorar a qualidade de vida da população. Adiar essas ações imporia custos pesados ao futuro catarinense. Mais do que um conjunto de exigências fechadas, o documento é o ponto de partida para um diálogo permanente e aberto para a construção conjunta de soluções para Santa Catarina.

Gilberto Seleme, presidente da FIESC
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