Confira artigo do presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, sobre a entrega da Ordem do Mérito Industrial de SC, publicado no Jornal Notícias de Dia, de Florianópolis, nesta sexta-feira, dia 22

Santa Catarina é um estado industrial: entre todas as unidades da federação, o setor fabril catarinense é um dos que têm mais participação na composição do PIB. Contamos com mais de 50 mil empresas dos mais diversos ramos, distribuídas por todo o território e que geram mais de 800 mil empregos diretos e movem a economia. A maioria delas nasceu aqui e ganhou o mundo.

A pujança de nossa indústria é fruto de trabalho intenso dos nossos industriais e de muita disposição para superar adversidades. Hoje, sete deles recebem a Ordem do Mérito Industrial de Santa Catarina e a Ordem do Mérito Industrial da CNI, as maiores distinções da indústria do estado e do país. Serão homenageados os industriais Fernando Cestari de Rizzo, Gelson Dalla Costa, Júlio Tedesco (in memoriam), Ricardo Minatto Brandão, Sirivaldo Barbieri e Salézio Martins, com a comenda estadual, além de Vicente Donini, com a nacional. Eles simbolizam a força do industrial de Santa Catarina e são exemplos do diferencial cultural do nosso empresário.

O momento de celebração não nos permite, entretanto, perder de vista que o êxito do passado pode nos dar o caminho, mas não é a garantia do sucesso futuro. Globalização e avanços tecnológicos são oportunidades de crescimento das empresas, mas podem se tornar ameaças se o ambiente não for propício aos negócios, como o atual, em que o elevado custo Brasil, a alta carga tributária e a precária infraestrutura derrubam nossa competitividade. O industrial brasileiro precisa manter a união em defesa de um Estado desburocratizado, que favoreça os investimentos e ofereça a necessária segurança jurídica, além de uma política industrial que viabilize o crescimento sustentado e contínuo do setor. Essa é a luta diária da FIESC e da CNI, inspirada em pessoas como as que hoje recebem a justa homenagem.

Sem postos de trabalho, expressões como cidadania e dignidade são meras palavras. O industrial é o motor da democracia, quando dá significado real e materializa estes vocábulos, porque não há democracia sem cidadania; não há cidadania sem emprego; e não há emprego sem empresário. Seguiremos em frente para, juntos, construirmos uma indústria e um Brasil cada vez melhor.
 

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