Florianópolis, 02.09.2026 – Pesquisa recente divulgada pela Gallup, empresa internacional de pesquisa e opinião pública, revela comportamentos e preferências de diferentes gerações em relação ao trabalho remoto. Entre os funcionários da Geração Z que têm a possibilidade de trabalhar de forma totalmente remota, apenas 23% afirmam preferir essa modalidade. Enquanto isso, 71% deles, que são nascidos entre 1997 e 2010, dizem preferir o formato híbrido e 6% gostam mais do totalmente presencial.
A preferência pelo formato híbrido também aparece nas demais gerações pesquisadas, mas em percentual decrescente conforme a idade do trabalhador. Para 60% dos Millenials (nascidos entre 1980 e 1996), este é o melhor formato, contra 56% dos da Geração X (1965 - 1979) e 54% dos Baby Boomers (1946 - 1964).
Solidão é mais frequente entre funcionários totalmente remotos
Sentimentos como raiva, tristeza e solidão são relatados com mais frequência por trabalhadores que atuam totalmente de forma totalmente remota. Esse grupo também é mais propenso a relatar níveis elevados de estresse ligado ao trabalho (45%) do que trabalhadores presenciais (39%), enquanto apresentam um nível de estresse semelhante ao de trabalhadores em regime híbrido (46%). Essas diferenças se mantêm mesmo levando em consideração a renda.
Os resultados sugerem que o trabalho totalmente remoto pode ser mais desgastante do ponto de vista mental e emocional do que os modelos presencial e híbrido. A distância física dos colegas e a redução das interações cotidianas estão entre os fatores que podem contribuir para o aumento da ansiedade e da sensação de isolamento. Além disso, o excesso de autonomia, quando não é acompanhado por apoio e orientação, também pode ampliar o estresse.
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