Conflito no Oriente Médio traz incerteza sobre oferta da commodity e causa pressão inflacionária; construtoras projetam repasse aos compradores de imóveis

Florianópolis, 27.04.26 - O setor de construção civil catarinense já enfrenta pressão de custos decorrente da instabilidade no mercado internacional de petróleo. Um estudo preliminar do Observatório FIESC revela que o conflito iniciado em fevereiro no Oriente Médio está impactando diretamente os custos de logística e insumos essenciais.

Na avaliação do Observatório, o aumento nos preços dos combustíveis funciona como um choque externo de custos, que deve alcançar o cliente final. De acordo com as estimativas, insumos fundamentais já apresentam altas significativas entre dezembro de 2025 e março de 2026. Os tubos de PVC - material que tem o petróleo em sua composição - já mostram alta de 39,1%. Outras matérias-primas como alumínio (+30,3%), aço (+15,8%) e concreto (+6,5%) também estão sendo impactados por reajustes para as construtoras.

O presidente do Conselho da Indústria da Construção, Marcos Bellicanta, destaca que esses itens contribuem para encarecer o custo efetivo das obras, reduzindo o poder de compra de quem pretende construir ou reformar e pressionando o preço de novos imóveis no mercado.

Antecipação estratégica de preços
Outro ponto levantado pelo estudo preliminar é a possibilidade de os reajustes observados em alguns produtos estejam antecipando movimentos de alta que ainda não ocorreram ou ainda não foram efetivamente repassados. “A sinalização é de que fornecedores podem estar se aproveitando do cenário de incerteza para antecipar novos aumentos previstos no petróleo e no diesel, repassando custos ao mercado antes mesmo que a alta internacional se efetive plenamente em suas operações”, explica Bellicanta.


Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

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