Florianópolis, 22.05.2026 – Um cardápio com quatro itens para reduzir o desequilíbrio fiscal é a recomendação do economista e pesquisador do FGV IBRE, Fabio Giambiagi. Em sua palestra na reunião de diretoria da Federação das Indústrias de SC (FIESC) nesta sexta-feira (22), o especialista destacou que a questão das contas públicas terá de ser abordada com firmeza nos próximos governos.
“Não dá para aspirar investimentos como os que almejamos com uma dívida que equivale a 80% do PIB brasileiro. Independentemente de quem vencer as eleições, temos um problema como país”, salientou.
Para Giambiagi, o Brasil precisa levar a sério o teto de gastos do governo federal. “Precisamos acabar com as rubricas do orçamento fora do teto, acabar com as excepcionalidades. Não podemos dizer que vamos manter os gastos dentro do arcabouço e deixar de fora despesas relevantes”, afirmou.
Outra recomendação do economista é mudar as regras de indexação de gastos com saúde e educação. Para a saúde, a sugestão é vincular ao indexador do teto de despesas. Com o envelhecimento da população, a expectativa é de que os gastos com saúde aumentem no futuro.
No caso da educação, a questão demográfica é diferente. O crescimento mais lento da população se traduz em um menor número de crianças e adolescentes para inserir no sistema educacional.
“Manter o valor real da despesa levaria a um aumento da despesa per capita por aluno”, diz Giambiagi.
A proposta é que o crescimento de gastos com educação e Fundeb (fundo para a educação básica) sejam atrelados ao IPCA.
A quarta medida seria aprovar mudanças no salário mínimo, entre elas a desvinculação do abono e a adoção do IPCA nos 12 meses anteriores como indexador dessas despesas, sem ultrapassar o teto definido de gastos.
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
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