Florianópolis, 17.04.2026 - Com 45 dias de petróleo em alta devido à guerra no Oriente Médio, estima-se que o caixa do governo já tenha garantido um reforço de aproximadamente R$ 12 bilhões em dividendos da Petrobras. Neste contexto, o eventual fim do conflito no curto prazo - com queda nos preços do petróleo, retomada do fluxo global de investimentos e a consequente valorização do real - deixaria a economia brasileira em uma posição bastante favorável.
A avaliação é de Pablo Bittencourt, economista-chefe da Federação das Indústrias de SC (FIESC), que abordou as perspectivas econômicas para o Brasil diante do conflito na reunião de diretoria da entidade, realizada nesta sexta-feira (17).
No cenário de uma solução rápida, a pressão inflacionária recuaria e permitiria a manutenção da trajetória de queda da taxa de juros no Brasil. “Mais uma vez, o país teria mais sorte que juízo”, disse o economista, já que o país se beneficiaria por fatores associados a uma situação fora de seu controle e não pela melhora efetiva dos fundamentos domésticos da economia.
O ritmo e a abrangência desta redução, no entanto, devem ficar aquém da intensidade esperada, pois o cenário de desequilíbrio nas contas públicas persiste e as perspectivas para 2027 seguem pessimistas, alerta Bittencourt.
Prolongamento da guerra
O economista também analisou os efeitos de um prolongamento da guerra, que levaria à disseminação da pressão inflacionária dos combustíveis nos diversos setores da economia brasileira, limitando fortemente o ciclo de queda nas taxas de juros. Movimento este que agravaria a situação de grande endividamento da população, com efeitos no consumo em geral.
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação
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