Programa em parceria com SENAI/SC contribui para desenvolvimento profissional de jovens na indústria têxtil do Oeste catarinense

Chapecó, 27.04.2026 - Programas como o Jovem Aprendiz ampliam o acesso do jovem ao mercado formal e funcionam, antes de tudo, como um processo educacional. A avaliação é do diretor presidente da Ogochi, Sidney Ogochi. “Há um grande ganho comportamental. Quando o jovem entra em uma organização com valores e propósito, que agrega à sociedade, o resultado é extremamente positivo. Passamos a formar cidadãos com mais oportunidades e perspectivas de vida,” destaca.

A indústria têxtil do oeste catarinense é parceira do SENAI/SC no programa de aprendizagem industrial, pelo qual forma jovens para atuação na empresa. Em 2025, o SENAI/SC formou 23,7 mil jovens na aprendizagem industrial, alta de 11,6% em relação aos 21,2 mil registrados em 2024. Entre os formados estão Leticya Baldissera Bellei, de 18 anos, e Kauan Moraes, de 16, que atuam na Ogochi.

Leticya relata que não se imaginava trabalhando na indústria até participar do processo seletivo para o programa de aprendizagem da Ogochi. Ela iniciou as atividades em 2025, com atuação no setor de Recursos Humanos. A adaptação, de acordo com a jovem, ocorreu de forma gradual: o interesse aumentou ao perceber que a rotina industrial não se limita à produção e envolve áreas administrativas pouco visíveis para quem está fora, como logística e administração. Ainda em 2025, ela foi efetivada como auxiliar de serviços administrativos e, mais recentemente, promovida a assistente administrativa.

O diretor-presidente da Ogochi frisa que para empresas com valores e propósito, o primeiro contato do jovem com a indústria tende a deixar um repertório duradouro, com reflexos em oportunidades e perspectivas de vida. Para ele, a dinâmica industrial com processos definidos, organização interna e interação constante com pessoas e mercado cria um ambiente de aprendizado prático, que ele descreve como uma escola de negócios. “Desde o início da empresa, há 35 anos, esse propósito se mantém. Estamos em uma região sem tradição na indústria têxtil, então sempre precisamos formar mão de obra”.

APRENDIZES
A experiência no SENAI aparece como um dos pilares dessa trajetória, ao combinar conteúdos técnicos e competências comportamentais. Leticya afirma que as aulas ampliaram a compreensão sobre o funcionamento da indústria antes mesmo do início da prática na empresa, com atividades que exigiam apresentações e estimulavam a comunicação e a troca com colegas que já tinham vivência em áreas produtivas. “Desde o início, os professores ajudaram muito, inclusive na postura profissional”.

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Leticya
Leticya começou como aprendiz e hoje é assistente administrativa. (Foto: MB Comunicação)

Kauan iniciou pela aprendizagem em costura industrial e, depois, migrou para gestão de materiais. Para ele, o modelo funciona pela combinação entre formação e vivência. “O SENAI traz o conhecimento e a empresa traz a prática, mas o resultado depende da iniciativa individual. A visão que eu tinha vinha das pessoas que já trabalhavam na indústria. Não tinha noção dos processos. Então, quando surgiu a oportunidade, veio o interesse em entender como tudo funcionava de verdade. Essa curiosidade foi fundamental para meu crescimento”.

A aprendizagem industrial teve impacto direto tanto na qualificação técnica quanto no desenvolvimento pessoal de Kauan. O principal avanço, segundo ele, foi na comunicação. “Eu era muito introvertido, tinha vergonha de me apresentar e o curso ajudou a transformar a minha oratória até dentro de casa”.

Ogochi destaca que a inserção no mercado de trabalho desses jovens contribui para formar atitudes e habilidades sociais, como convivência, respeito, liderança e relacionamento interpessoal, que são ganhos que vão além do conhecimento da função exercida.

Com informações da MB Comunicação

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

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