Em 2025, o SENAI Alto Vale ofertou 500 mil horas de cursos gratuitos. Para 2026, a previsão é de 700 mil horas.

Rio do Sul, 23.02.2026 - Em um momento em que o Brasil registra os melhores índices de emprego dos últimos anos, investir em qualificação profissional deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade. Em 2025, o país alcançou taxa de desemprego próxima de 5%, enquanto Santa Catarina é o estado com a menor taxa, na faixa de 2%, consolidando um cenário de quase pleno emprego. 

Este cenário estadual influencia diretamente o Alto Vale do Itajaí, região com forte presença dos setores eletrometalmecânico, automação, indústria da moda, construção civil, madeira e mobiliário, e alimentos. 

Nesse contexto, a formação profissional gratuita ofertada pelo SENAI, se destaca como uma das principais ferramentas para manter a competitividade das indústrias e ampliar as oportunidades de renda para os trabalhadores. O impacto do SENAI na região é mensurável, conforme informa Fabiano Bachmann, gerente executivo do SESI, SENAI e IEL do Alto Vale do Itajaí.

“Em 2025, o SENAI Alto Vale ofertou cerca de 500 mil horas de cursos gratuitos, beneficiando aproximadamente 3,2 mil trabalhadores de indústrias de pequeno, médio e grande porte. Para 2026, a previsão é ampliar para cerca de 700 mil horas.”

Segundo Bachmann, o investimento em qualificação é decisivo para sustentar o crescimento da região. 

“Investir em formação técnica gratuita é investir no futuro da indústria e na qualidade de vida das pessoas. Trabalhadores bem qualificados ajudam a melhorar a produtividade e a competitividade, e a aumentar a renda familiar. Ou seja, a qualificação profissional é um dos pilares do desenvolvimento sustentável.”


Como é feita a gestão das formações gratuitas

A qualificação profissional gratuita do SENAI é viabilizada por um modelo de gestão tripartite e participativo, com conselhos deliberativos formados por representantes das indústrias, dos trabalhadores e do poder público. Dessa forma, as decisões são alinhadas às necessidades reais do setor produtivo e da sociedade.

Como os recursos destinados ao SENAI são previstos em lei e têm aplicação exclusiva em educação profissional, tecnologia e inovação para a indústria, sua utilização é acompanhada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pela Controladoria-Geral da União (CGU). 
A oferta de cursos gratuitos para a formação completa dos trabalhadores é a prioridade do SENAI, afirma o coordenador de Educação Profissional do SENAI Alto Vale, Jeferson Luiz Prestes. 

“Dos recursos que recebemos, 70% são transformados em cursos gratuitos. Nosso compromisso é garantir que o trabalhador tenha acesso não apenas à formação técnica, mas também ao desenvolvimento de competências comportamentais, exigidas pelo mercado atual.”  

Ele lembra que as indústrias precisam de pessoas preparadas para trabalharem com as novas tecnologias. Por isso, o SENAI destina os 30% restantes das verbas em melhorias na estrutura, atualização tecnológica e serviços especializados. 

“Isso permite ampliar a capacidade de atendimento, aumenta o impacto social e o desenvolvimento econômico na região. Resumindo, 100% do que o SENAI recebe é destinado à formação profissional”, afirmou Jeferson.


Trabalhadores mais preparados, indústria mais forte

Santa Catarina é um dos estados mais industrializados do país. O setor industrial responde por quase 30% da economia no estado e concentra cerca de um quarto dos empregos formais. No Alto Vale, esse protagonismo também é evidente, já que a indústria é um dos principais motores do desenvolvimento regional.

Para sustentar esse crescimento, as empresas precisam de profissionais preparados para atuar com automação, tecnologia, manutenção de máquinas, processos produtivos e inovação.

Mas a formação profissional depende da participação ativa das indústrias. São elas que indicam demandas, apontam perfis profissionais necessários e colaboram na construção dos cursos. Quando a empresa participa da definição da formação, o conteúdo se conecta diretamente às vagas disponíveis.

 

Por isso, além da oferta regular de cursos técnicos e de qualificação, o SENAI também realiza:

Programas de Aprendizagem Industrial
Treinamentos personalizados conforme demanda das empresas
Projetos de inovação e melhoria de processos
Atualização constante de laboratórios e equipamentos
Formação contínua de docentes


Estrutura moderna e expansão regional

Para ampliar ainda mais a qualidade do atendimento, o SENAI contará com novas instalações, ao lado do SESI, em Rio do Sul, onde cada segmento industrial terá ambientes específicos e laboratórios próprios para as práticas.

Na área de confecção, vestuário e indústria da moda, por exemplo, as aulas contemplarão seleção de tecidos, modelagem, costura, manutenção de equipamentos e beneficiamento. Já nas áreas metalmecânica e de automação, os alunos terão acesso a equipamentos modernos alinhados às tecnologias utilizadas nas indústrias.

O trabalho do SENAI não se limita à sua estrutura em Rio do Sul. Os demais municípios da região são atendidos com cursos descentralizados e unidades móveis, ampliando o acesso à formação profissional. Em 2025, foram registradas cerca de 400 matrículas em cursos itinerantes, conforme a tabela abaixo:

CURSOS

CIDADES

Panificação e Confeitaria

Rio do Campo, Rio do Oeste (duas vezes), Salete

Instalações Elétricas Industriais, Elétrica Industrial Básico

Rio do Oeste (duas vezes)

Manutenção Mecânica Industrial

Agrolândia, Pouso Redondo

Costura Industrial

Rio do Oeste, Laurentino, Presidente Getúlio, Pouso Redondo

Soldagem MIG/MAG e Soldagem 160h

Ituporanga, Pouso Redondo

Manutenção Predial

Rio do Oeste

Montador de Equipamentos Elétricos e Eletrônicos

Ituporanga

Programação CNC

Ituporanga

 

Articulação nacional com impacto regional


A atuação do SENAI Alto Vale está conectada a uma estrutura nacional, formada por:

CNI – Confederação Nacional da Indústria: representação institucional da indústria brasileira;
SESI – Serviço Social da Indústria: saúde, segurança e educação básica do trabalhador;
SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial: educação profissional, tecnologia e inovação;
IEL – Instituto Euvaldo Lodi: conexão entre indústria, educação superior, estágios e desenvolvimento de lideranças.

Em Santa Catarina, essa atuação é coordenada pela FIESC - Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - com presença regional no Alto Vale do Itajaí.

 

Desenvolvimento regional sustentável

O orçamento do SENAI Alto Vale também é formado por receitas obtidas com serviços técnicos, cursos pagos e parcerias com Governo do Estado, prefeituras, associações e empresas. 

Esses recursos ampliam a capacidade de atendimento, a ponto de triplicar a entrega de cursos gratuitos. Um exemplo disso são as 1,6 mil vagas em cursos técnicos para estudantes do Ensino Médio da rede estadual, programadas para este ano. 

Além das formações regulares, outros programas, como o Emprega Já, realizado em parceria com sindicatos patronais, qualificam profissionais conforme as vagas disponíveis nas empresas, reduzindo o tempo entre formação e contratação.

“A soma de todas essas ações fortalece a indústria, amplia oportunidades de trabalho e contribui para o desenvolvimento regional sustentável”, argumentou Fabiano Bachmann.

 

Com informações de Assessoria de Imprensa FIESC Alto Vale do Itajaí

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