Das novas escolas de educação básica, profissional e superior do SESI e SENAI sairão as pessoas – na verdade já estão saindo – que forjarão a Quarta Revolução Industrial em Santa Catarina

Escola S em Itajaí: primeira concebida integralmente na nova proposta - Foto: Divulgação

Uma nova escola abriu as portas em Itajaí no dia 14 de fevereiro. A Escola S do município, erguida com investimentos de mais de R$ 42 milhões, não é nova apenas por causa das instalações, equipamentos, laboratórios e ferramentas educacionais co­mo um robô que interage com crianças e auxilia no letramento digital, ou a metodologia STEAM, que aprofunda conhecimentos em ciências, tecnologia, engenharia, arte e matemática.

Trata-se da materialização de uma transformação profunda realizada nos últimos anos na agenda de educação da FIESC, envolvendo as entidades SESI e SENAI. A Escola S de Itajaí é a primeira integralmente concebida dentro da nova proposta, que inclui atributos como educação integral, métodos pedagógicos inovadores e contato estreito com a tecnologia desde a primeira infância, sendo que a trajetória completa do ensino básico pode ser trilhada no mesmo local.

A Escola S subverte o modelo tradicional, mas a nova proposta educacional da FIESC vai ainda mais além. A ideia é oferecer aos estudantes uma jornada formativa completa, que se inicia na educação infantil e vai até a pós-graduação, passando pelas diversas modalidades de educação profissional e o ensino superior, tudo de forma conectada e integrada, onde o que se aprende aos quatro anos de idade de alguma forma se alinha com tudo o mais que é apreendido ao longo da jornada, sempre com foco na tecnologia.

“É uma abordagem que vai ao encontro das necessidades do profissional do futuro, que deve possuir uma visão atualizada e preparada para os desafios da quarta revolução industrial”, define Mario Cezar de Aguiar, presidente da FIESC. Além de formar gente para trabalhar diretamente no ambiente industrial, a intenção é preparar pessoas com gosto pela tecnologia e mentalidade digital, que eventualmente se tornarão empreendedores ou profissionais integrados às cadeias industriais como provedores de serviços e soluções.

Mário Cezar de Aguiar, presidente da FIESC: "A Quarta Revolução Industrial traz um mundo mais inteligente, digital e conectado, que influenciará a vida de todos. O Plano de Educação 20/30 se estruturou para oferecer educação de excelência para uma nova indústria, que necessitará de novos perfis que precisam, constantemente, ser qualificados e requalificados" - Foto: Filipe Scotti

O cimento que fornece a liga de toda essa construção prática e teórica é o Projeto de Educação SESI SENAI 20/30, um plano de ação orientador de todas as iniciativas educacionais que começou a ser colocado em prática em 2020, mas que a partir deste ano ganha mais visibilidade com a entrega de novas instalações e equipamentos, a abertura de milhares de vagas e a implantação de ferramentas educacionais inovadoras em todo o Estado.

“O Projeto 20/30 é o reposicionamento da agenda de educação da FIESC, de forma integrada, abrangente e sistêmica”, diz Fabrizio Machado Pereira, diretor de Educação e Tecnologia da FIESC. “O objetivo é a criação de escolas que não apenas acompanhem, mas que sejam precursoras de novos modelos e novas tecnologias ao longo de toda a jornada formativa”, afirma. Mais de 800 especialistas internos e externos foram envolvidos no processo de idealização do novo modelo que, na prática, derruba muitas das fronteiras existentes entre educação básica, profissional e corporativa.

Para sustentar toda a transformação metodológica e tecnológica, a maior parte dos investimentos de mais de R$ 500 milhões que a FIESC realiza no período 2021-2024, o maior montante histórico, tem como destino os diversos projetos educacionais em desenvolvimento. Incluem-se aí a abertura de novas unidades, como a de Itajaí, e a consolidação de outras, a padronização de ambientes, a modernização de laboratórios e diversas instalações, a ampliação da oferta de educação básica, a aquisição de novos equipamentos e ferramentas didáticas, a estruturação de um centro universitário e a criação de uma escola de negócios em Florianópolis (leia matérias subsequentes).

Juntos, SESI e SENAI estão presentes em 275 dos 295 municípios catarinenses

  • 2.500 - educadores da rede SESI-SENAI em Santa Catarina
  • 525 - salas de aula
  • 658 - laboratórios didáticos
  • 119,2 mil - matrículas realizadas em 2021

Na origem desse processo está a integração da gestão educacional entre SESI/SC e SENAI/SC, concluída em fins de 2018, com o objetivo de obter sinergias e otimizar o uso dos recursos, das estruturas e das equipes de profissionais. Até então, as diretrizes educacionais das entidades eram pouco articuladas. O SENAI/SC era o braço especializado em educação profissional. Ao SESI/SC cabiam ações de educação infantil, ensino fundamental, educação continuada e de jovens e adultos (EJA).

Como foi a primeira experiência brasileira de integração das atividades-fim entre as entidades, não havia referências para seguir. Mas o fato que se impôs logo de cara é de que havia uma oportunidade única para dar um novo sentido ao complexo educacional existente. “Com a integração das entidades surgiu o desafio e a necessidade de se pensar na jornada completa do estudante, com uma proposta integrada, desde a educação infantil até a pós-graduação”, diz Adriana Paula Cassol, gerente executiva de Educação do SESI/SENAI/SC.

Ao mesmo tempo, o ensino brasileiro passava por uma de suas maiores transformações. As escolas tinham até 2022 para entrar em conformidade com as normas do Novo Ensino Médio. Entre as principais mudanças estão o protagonismo dos estudantes por meio da escolha de itinerários formativos e a ampliação da carga horária dos estudos. Nesse contexto destaca-se um dos itinerários, que é o do ensino médio integrado à formação profissional, que habilita os formados a ingressar de imediato no mercado de trabalho. As expertises do SESI e do SENAI se combinavam perfeitamente para oferecer esse tipo de solução.

Antecipando-se à obrigatoriedade, a Escola S formou as primeiras turmas de ensino médio com a oferta de educação profissional integrada à educação básica no final do ano passado, integrando formações técnicas em desenvolvimento de sistemas em diversas cidades e mecatrônica em Joinville e Jaraguá do Sul, em sintonia com as demandas das indústrias nas regiões.

Refeitório do SESI (esq.) e prédio em construção: obras em novas escolas por todo o Estado - Foto: Divulgação

Mão na massa | A Escola S utiliza recursos diferenciados como ensino híbrido, aprendizagem baseada em problemas e gamificação, com material didático on-line e plataformas e conteúdos de diversos parceiros. “Além das ferramentas oferecidas pelo Google for Education, como documentos e apresentações compartilhadas, formulários de pesquisa e avaliações, e o Meet para as aulas ao vivo, pela plataforma Geekie One, os estudantes podem consultar materiais e fazer atividades. A evolução é gigantesca em relação aos livros didáticos”, diz Thiago Korb, gerente de Educação Básica e de Educação Profissional da FIESC.

A Escola S também oferece um itinerário formativo do ensino médio para jovens com interesse em se preparar para a graduação, em que se destaca o método STEAM. Integrado à proposta curricular, permite o aprofundamento dos estudos em ciências, tecnologia, engenharia, arte e matemática. Os espaços STEAM contam com equipamentos e infraestrutura para a realização de projetos “mão na massa”, valendo-se de ferramentas como robôs, impressoras 3D, placas eletrônicas de prototipagem e softwares de programação, que permitem a criação de aplicativos, games ou a fabricação digital de protótipos. Os laboratórios estão presentes em 15 unidades da Escola S espalhadas pelo Estado.

O conceito STEAM foi desenvolvido nos Estados Unidos e é muito aplicado no Vale do Silício, onde há tempos se percebeu que a tecnologia é cada vez mais impactante para a sociedade e ao setor produtivo, mas o setor educacional ignorava as transformações e era necessário preparar os jovens para a nova realidade. O programador Diego Manenti Martins conhece isso de perto. Sua trajetória de 15 anos no mercado da tecnologia inclui o trabalho em empresas americanas, período em que viveu em Los Angeles, e em Dublin, na Irlanda. Os dois filhos acompanharam Diego e a esposa na jornada, estudando em diferentes escolas ao longo dos anos em que viveram fora do País.

Diego hoje vive em Florianópolis com a família e trabalha de forma remota para uma empresa de Los Angeles. Toda a experiência envolvendo o mundo da tecnologia foi decisiva para a definição da escola do filho mais velho, Felipe, que aos 14 anos inicia o ensino médio. “A escolha da nova escola foi bastante desafiadora, considerando a experiência educacional que eles tiveram fora do Brasil e o fácil acesso à tecnologia, por serem filhos de programador,” conta Diego, que conheceu diversas opções existentes na cidade. “Foi a Escola S que fez nossos olhos brilharem, porque tem muita mão na massa, diversidade entre os alunos e estimula a autonomia dos estudantes. Em outras palavras, se propõe a ensinar para a vida real”, afirma Diego, que matriculou Felipe no itinerário STEAM.

STEAM: ensino médio incorpora conhecimentos de engenharia, tecnologia e arte - Foto: Divulgação

Decisões | Outro diferencial da Escola S é o desenvolvimento de competências socioemocionais, fundamentais para se viver em meio às constantes e bruscas transformações do mercado de trabalho. As habilidades não cognitivas estão relacionadas a traços de personalidade como abertura para o novo, responsabilidade, cooperatividade e resiliência. São desses traços que se originam as competências requeridas no mundo do trabalho atual, como criatividade, comunicação e capacidade para resolução de problemas e tomada de decisões.

“Todos podem desenvolver competências como empatia, colaboração ou raciocínio lógico por meio de processos intencionais de aprendizagem”, diz Adriana Cassol. A FIESC mantém uma parceria estratégica com o Instituto Ayrton Senna, que é provedor de soluções educacionais e fornece a metodologia aplicada na Escola S para crianças e jovens de todas as idades, incluindo também a formação de professores.

“Além de buscar uma escola que cuide de nossos filhos, queremos uma escola que prepare para a vida, e preparar para a vida não é apenas teoricamente e tecnicamente, mas é também cuidar dos aspectos emocionais e sociais”, afirma Cristiane Andreola, mãe dos pequenos Louise e Gabriel, alunos da educação infantil da Escola S de Videira. Ela, que trabalha em gestão de RH, sabe o quanto é importante investir em questões como melhores relacionamentos, profissionais mais empáticos e pessoas que saibam lidar com as emoções. “Escolas que lidam com isso no dia a dia permitem a construção de uma carreira diferenciada”, acredita.

A proposta de despertar pessoas desde a mais tenra idade para as maravilhas e as oportunidades oferecidas pela tecnologia é uma espécie de garantia de que a indústria, cada vez mais digitalizada, poderá contar com pessoal dotado de “mindset” digital no futuro. Mas a demanda por pessoal muito bem qualificado é uma realidade existente hoje, e é nesse contexto que a educação profissional oferecida pela FIESC também passa por mudanças para se ajustar às necessidades de uma indústria cada vez mais exigente. As ações envolvem qualidade e quantidade.

O Novo Ensino Médio dá oportunidade ao estudante que deseja ou precisa trabalhar e não consegue por não ter qualificação

  • 18% - Parcela dos adolescentes que concluem educação básica com diploma de curso técnico no Brasil
  • 60% - Percentual em países como Áustria, Suíça e Reino Unido

Fonte: FIESC e OCDE

Extensão | Considerando todo o espectro de programas de educação com foco profissional, o que engloba a formação de técnicos, aprendizagem industrial para jovens, cursos para complementação do ensino formal associados à qualificação para trabalhadores, programas de curta duração para qualificação e requalificação, trilhas de aprendizado para desenvolvedores de sistemas, cursos de graduação, pós e extensão profissional, dentre outros, que são oferecidos de forma presencial, híbrida ou 100% a distância, gratuitos ou pagos, formatados em parceria com empresas ou não, tem-se um conjunto de mais de 1.700 cursos voltados a qualificar pessoas para o trabalho em indústrias.

No ano passado, cerca de 100 mil matrículas foram realizadas nessas modalidades de ensino, considerando apenas aquelas diretamente vinculadas ao SESI e SENAI. Ao se contabilizar programas oferecidos diretamente a empresas, o número de pessoas qualificadas sobe, e muito. Cursos on-line de formação digital desenvolvidos para JBS, Engie, Heinecken, Tramontina e Mercado Livre, ou cursos de formação de programadores para empresas de TI como Softplan, Senior e Teltec, envolvem milhares de alunos.

Tudo considerado, estima-se que entre 10 mil e 15 mil pessoas estejam sendo atendidas pelos programas de educação da FIESC todas as semanas, todas devidamente assistidas por tutores ou monitores, em formato presencial ou digital. “A meta é que até 2030 cheguemos a 300 mil atendimentos por ano, em todas as modalidades”, diz Fabiano Bachmann, gerente do Centro de Educação Digital do SENAI (CDI).

A expansão está fortemente calcada na digitalização dos programas de ensino, que ganhou impulso com os reveses da pandemia. Em 2020, tão logo se deu conta do tamanho das limitações que o novo coronavírus impunha, cerca de 70% do conteúdo físico do sistema de ensino foi transferido para o meio digital – o processo todo não levou mais do que três meses. Ao mesmo tempo, professores foram treinados para o uso de tecnologias e para conduzir aulas on-line.

O passo seguinte foi a criação do Centro de Educação Digital, com a finalidade de formatar cursos digitais e híbridos com predominância do ensino a distância, além de funcionar como área de apoio para toda a estratégia digital da FIESC – o que inclui a transformação digital da própria instituição. Com 240 colaboradores – a maior parte deles trabalhando em formato remoto – o CDI criou diversos cursos técnicos EaD, além de cursos de pós-graduação, aprendizagem industrial e de formação inicial e continuada (FIC) em formato digital. Em 2020 foram mais de 3.500 horas de cursos EaD, e no ano seguinte a produção dobrou.

O CDI também desenvolve projetos como o LAB365, em parceria com Google, Cisco, Oracle e outras companhias – as parcerias estratégicas são um dos pilares do Projeto de Educação 20/30 – para a formação de desenvolvedores de sistemas. A chamada Jornada DEV (abreviação de developer, desenvolvedor em inglês) busca suprir um pedaço da lacuna de 900 mil vagas de emprego abertas no País que não são preenchidas por falta de gente qualificada. Inclui as etapas do despertar, uma jornada intermediária correspondente ao início da formação e a etapa DEVinHouse, em que empresas de tecnologia abrem vagas para formação conjunta.

Por mais que a digitalização avance, um grande desafio da educação profissionalizante é se manter atualizada com as tecnologias disponíveis – especialmente o hardware. Por isso está em curso um programa de investimentos para atualização dos laboratórios de ensino. Já receberam cerca de R$ 50 milhões em investimentos os laboratórios de usinagem CNC, usinagem convencional, CAD/engenharia reversa, gestão, automação industrial, acionamentos elétricos, metalurgia e têxtil, o que envolveu a aquisição de equipamentos como centros de torneamento e usinagem, tornos CNC, equipamentos de eletroerosão, plotters e scanners e impressoras 3D, dentre outros.

Carreiras em ascensão estão ligadas a tecnologias da indústria 4.0, como internet das coisas (IoT), computação em nuvem (cloud), big data e inteligência artificial

  • 401 mil vagas - Demanda por profissionais relacionados à digitalização da indústria até 2024
  • 74% - Parcela que não será preenchida por falta de pessoal qualificado

Fonte: Pesquisa UFRGS/GIZ/SENAI
Obs.: No Brasil

Comitês | Outro grande desafio é manter atualizado e relevante o imenso portfólio de cursos, que ao mesmo tempo tem que estar sintonizado às demandas atuais e futuras da indústria e oferecer aos estudantes uma porta de entrada para o primeiro emprego, para o crescimento profissional e para uma nova oportunidade de carreira. O processo de atualização do portfólio é orientado aos desafios da indústria 4.0 e calcado na criação de Unidades de Referência, de acordo com as características dos clusters industriais de cada região. Nessa linha, uma das novidades é o programa de Aprendizagem 4.0, em que o primeiro contato dos jovens com a indústria já incorpora os fundamentos da manufatura avançada.

Uma das formas de obter a sintonia fina entre a educação profissional e o mercado é contar com o auxílio de comitês técnicos setoriais, formados por representantes da indústria que detalham suas demandas. No ano passado, com o apoio de 18 comitês, foram revisados e criados 97 cursos de iniciação, qualificação e aperfeiçoamento profissional. “Nós formamos o que o mercado pede, por isso a empregabilidade de nossos egressos é tão alta. Oito em cada dez estudantes estão empregados em menos de um ano após a conclusão de um curso técnico”, afirma Thiago Korb.

Laboratório didático com equipamentos novos: R$ 50 milhões em investimentos - Foto: André Kopsch

Letramento digital

Na Escola S, tecnologia é brincadeira de criança. Dentre as ferramentas pedagógicas utilizadas na educação infantil e fundamental destaca-se o robô humanoide Sebit, que possui recursos de IA e permite programações personalizadas. O objetivo é despertar o interesse das crianças por programação, matemática e ciências, além de explorar o universo dos idiomas e das habilidades socioemocionais. As escolas também contam com kits de educação tecnológica e os conteúdos oferecidos agregam conceitos da metodologia STEAM e até mesmo de tecnologia industrial. “Nossa agenda de educação 4.0 começa no infantil, com o letramento digital, que vai influenciar toda a jornada formativa do futuro profissional”, diz Fabiano Bachmann, gerente do Centro de Educação Digital do SENAI.

Foto: Divulgação

Edifícios de conhecimento

Junto a toda transformação conceitual da área de educação da FIESC ocorre uma grande mudança na infraestrutura física. Por todo o Estado escolas são remodeladas, estruturas são reorganizadas e prédios, laboratórios, salas de aula e cantinas são construídos dentro de novos padrões arquitetônicos, tecnológicos e funcionais. O projeto mais emblemático é do Moinho Joinville. Em 2019 a FIESC adquiriu o prédio industrial desativado e uma área contígua de mais de 50 mil metros quadrados. A partir de 2024 começará a funcionar no local, às margens do Rio Cachoeira, um impressionante centro educacional, novo em folha, capaz de atender até 5 mil alunos em jornada completa: fundamental, médio, profissional e superior. Além de dezenas de salas de aula e laboratórios, refeitórios e biblioteca, o complexo terá quadras de esportes e piscina, e no prédio do antigo Moinho funcionará o Museu da Indústria. Somente a FIESC investe R$ 100 milhões no projeto e, além disso, a Prefeitura de Joinville revitaliza a região com a construção de boulevard e parque linear.

Foto: Divulgação

Idioma da tecnologia

Se a tecnologia derrubou as fronteiras do mundo do trabalho, ela tornou ainda mais crítico o domínio do idioma inglês para os profissionais. Por isso a formação bilíngue é um dos projetos em implementação na Escola S, sem que seja ainda obrigatória. No ensino médio, cerca de quatro horas/aula semanais são ministradas em inglês, com destaque para atividades “mão na massa”, o que faz com que o idioma seja explorado em contextos práticos. Material didático e formação de professores são fruto de parceria com a Cambridge University Press. Em 2021 o programa foi oferecido em Florianópolis, Blumenau e Joinville e neste ano será estendido às demais unidades. A expectativa é a partir de 2023 implementá-lo no ensino fundamental.

Técnicos 4.0

Uma das formas mais rápidas e baratas de indústrias botarem um pé nas tecnologias 4.0 é conectar suas máquinas antigas, com o uso de ferramentas de sensorização e transmissão de tratamento de dados. Para capacitar pessoas a operar essa etapa da transformação digital o SENAI/SC articula um amplo programa de educação profissional envolvendo diversas iniciativas, como a introdução de conhecimentos em internet das coisas (IoT) para a manutenção de máquinas em vários cursos técnicos e o uso de kits de conectividade por centenas de alunos. Eles aprendem a instalar sensores em máquinas antigas, como tornos, fresadores e compressores, e conectá-los em plataforma de monitoramento em nuvem. Além disso, em um programa do SENAI Nacional, Santa Catarina se destaca por estruturar 30 laboratórios didáticos 4.0 em todas as regiões do Estado.

Foto: Arquivos FIESC

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