Florianópolis, 20.05.2026 - Santa Catarina contará com um sistema digital para rastrear e gerenciar o cumprimento das metas de reciclagem no estado. O projeto foi apresentado durante o seminário “Logística Reversa de Embalagens em Geral no Estado de Santa Catarina”, promovido nesta terça-feira (20) pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina. O SisREV SC está em desenvolvimento pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) e irá conectar toda a cadeia da logística reversa, desde empresas responsáveis pela colocação de produtos no mercado até cooperativas de reciclagem.
A plataforma permitirá o envio eletrônico de relatórios e o acompanhamento das metas pelos órgãos ambientais, trazendo mais controle, rastreabilidade e transparência para o sistema de logística reversa no estado. O modelo já é adotado em outros estados brasileiros e agora será implementado em Santa Catarina como parte da execução do Decreto Estadual nº 1.056/2025, que estabelece diretrizes para a operacionalização da logística reversa de embalagens pós-consumo.
Entraves do avanço da logística reversa
Apesar dos avanços regulatórios, representantes da indústria e especialistas destacaram desafios para consolidar o sistema no estado, como a necessidade de incentivos fiscais, ampliação da coleta seletiva, fortalecimento das cooperativas de reciclagem, maior engajamento do comércio e conscientização da população sobre descarte correto de resíduos.
O coordenador do Comitê de Logística Reversa do Conselho de Meio Ambiente e Sustentabilidade da FIESC, Albano Schmidt, ressaltou a importância de discutir mecanismos que incentivem a reciclagem e reduzam os entraves econômicos da cadeia. “O avanço da logística reversa também passa pela criação de incentivos fiscais e pela revisão da tributação sobre os materiais reciclados. Precisamos de um ambiente que estimule a reciclagem e fortaleça toda a cadeia da economia circular em Santa Catarina”, declarou.
Já Luciano Loubet, presidente da Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (ABRAMPA), chamou atenção para o impacto da tributação sobre materiais recicláveis. “Existe uma ilogicidade em tributar o resíduo reciclado. Quando o material vai para o aterro sanitário, o custo é menor, mas quando ele retorna para a cadeia produtiva por meio da reciclagem, há incidência de tributos”, afirmou.
As discussões ocorreram durante o seminário organizado pelo Conselho de Meio Ambiente e Sustentabilidade da FIESC, por meio da Coordenadoria de Logística Reversa. O evento reuniu representantes da indústria, especialistas, entidades setoriais e poder público para debater os impactos da nova regulamentação estadual e as oportunidades ligadas à economia circular. Segundo Albano Schmidt, o encontro integrou a programação paralela do Fórum Mundial de Economia Circular, conectando Santa Catarina às discussões internacionais sobre sustentabilidade.
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação
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