Evento na FIESC discutirá impactos da tecnologia no setor que emprega 934,3 mil pessoas e responde por 36,7% dos postos de trabalho no estado

Florianópolis, 16.04.2026 – A Federação das Indústrias (FIESC) promove nesta quinta (16), às 13h, evento sobre o avanço da robotização em escala e seus efeitos no setor que emprega 934,3 mil pessoas e responde por 36,7% dos postos de trabalho no estado.

Participam do Radar Tech nomes como Gil Giardelli, professor convidado em instituições como Stanford e MIT, além de representantes de empresas como AWS e WEG.

A programação inclui debates sobre as mudanças provocadas pela robótica na indústria e sobre o avanço da robotização na Ásia, que concentra a adoção em larga escala dessas tecnologias.

Também serão discutidos caminhos para acelerar a difusão tecnológica, com foco na aplicação de soluções como inteligência artificial e automação no ambiente industrial.


1. ABERTURA

Gilberto Seleme, presidente da FIESC, abriu o Radar Tech 2026 destacando que a transformação digital já faz parte do presente da indústria catarinense.

“Muitas vezes, quando falamos em inovação tecnológica, transformação digital e robotização, cometemos o erro de tratar esses temas como algo 'do futuro'. Essas tecnologias não são mais uma promessa; são uma realidade que precisa ser considerada em nossas fábricas.
 

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2. ROBÓTICA E DISRUPÇÕES NA INDÚSTRIA

Gil Giardelli, especialista em inovação e IA, deu exemplos da aplicação de robôs na indústria, na construção de infraestrutura e até em tarefas domésticas, desenvolvidos em diversos lugares do mundo.

Ele destacou a evolução dos cálculos matemáticos necessários para que robôs realizem tarefas complexas e de soluções de blockchain para possibilitar a disseminação cada vez mais rápida das soluções de IA e robótica no ambiente industrial.

A adoção massiva, no entanto, demanda preparação das empresas e do mercado de trabalho. Os empregos, segundo ele, irão demandar qualificação para operar e desenvolver essas tecnologias. Ele não acredita, contudo, que haverá redução de postos de trabalho, mas que eles ficarão mais sofisticados.

“O mais difícil é desaprender modelos que não cabem mais nessa nova era.”

Destaques
→ Otis já tem elevadores específicos para robôs
→ Primeira fábrica de robôs humanoides do ocidente produziu 20 mil robôs em 2026. Está dobrando produção até 2032 - toda ela já vendida para indústria. 
→ Já existem 13 Dark Factories no Brasil  - instalações capazes de operar quase sem trabalhadores e até com as luzes apagadas, impulsionadas por sistemas de inteligência artificial e robôs industriais.  
→ 300 empresas de robótica em Shenzhen na China. A meta é ter 10 delas entre os líderes globais
→ China construiu 158 km de estradas por máquinas autônomas

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3. A ROBOTIZAÇÃO NA ÁSIA: AMEAÇA E OPORTUNIDADE

A disseminação massiva de robôs e da transformação digital na China  é reflexo de fatores como o investimento significativo do país asiático em educação de ponta e em pesquisa e desenvolvimento. Segundo a diretora institucional do grupo IEST, Marina Miranda, a China vai investir 7% de seu PIB em inovação e tecnologia até 2030, em dez eixos estratégicos, entre eles robôs humanoides para tarefas em casa e no trabalho.

“Das 64 tecnologias estratégicas que vão moldar o mundo no futuro, a China é líder mundial em 53 delas, e nas outras 11 está em segundo lugar. Das 1000 universidades mais inovadoras do mundo, 450 estão na China”, afirmou Miranda.

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O painel trouxe executivos da empresa chinesa Kunlun, especialista em transformação digital no setor de óleo e gás, que destacaram a importância da pesquisa aplicada no desenvolvimento de tecnologias. A cooperação tecnológica e o desenvolvimento de parcerias também são essenciais, na visão dos executivos Fred Hou e Augusto Wang.

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4. COMO ACELERAR A DIFUSÃO TECNOLÓGICA

Luis Liguori, diretor de Arquitetura AWS Brasil, plataforma de nuvem mais adotada e abrangente do mundo (pertencente ao Grupo Amazon), falou sobre as possibilidades de acelerar a difusão tecnológica para tornar as empresas mais sustentáveis e adaptáveis às mudanças que estão por vir.

Liguori trouxe a importância dos profissionais desenvolverem habilidades, como a adaptabilidade, e das empresas priorizarem o aspecto humano em suas estratégias. 

“Estamos inventando e criando coisas novas todos os dias. Temos que pensar no lado humano de tudo isso”, afirmou.

O painelista também ressaltou a necessidade de todos os setores das empresas se responsabilizarem pelas iniciativas em tecnologia e estruturarem dados para treinar a IA de acordo com seus objetivos. “Vejo as empresas pulando fases do jogo. Querem que a IA dê resultados, mas ainda não possuem os dados estruturados. Temos que filtrar os dados e preparar a fundação.”


5. COMO SC PODE ACELERAR A ADOÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS?

Fabrízio Pereira, diretor do SENAI/SC, disse que "há uma disrupção no mercado, marcada pela difusão acelerada de tecnologias"

"O aumento da produtividade torna-se central neste momento decisivo, em que as cadeias globais passam por um redesenho estratégico, buscando maior proximidade com suas bases de suprimento.”

Ele destacou que o principal desafio do Brasil não é o acesso às tecnologias, mas o ritmo de adoção. Enquanto a China avançou 488% nos últimos cinco anos, o Brasil cresceu 33%. A diferença também aparece na densidade tecnológica, com cerca de 17 robôs por 10 mil trabalhadores no país, ante 400 na China, o que impacta diretamente a competitividade.

Segundo Pereira, as tecnologias já estão disponíveis em Santa Catarina, e cabe à indústria ampliar sua adoção para ganhar protagonismo e elevar a produtividade.

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Programação
13h - Credenciamento e Exposição A arte do possível
14h - Abertura

Bloco I - Ásia e o fenômeno da robotização em massa

14h15 - Robótica e as disrupções nas indústrias
Gil Giardelli (Co-founder 5ERA)

14h45 - A robotização na Ásia: ameaça e oportunidade!
Augusto Wang (Brazil Market Lead na Kunlun Digital Technology), Fred Hou (Kunlun Digital Technology) e Marina Miranda (Especialista em China e Diretora Institucional da IEST Group)

Bloco II - Tecnologias Emergentes: da compreensão à implementação

16h - Como acelerar a difusão tecnológica
Paulo Cunha (Diretor de Setor Público na AWS)

16h45 - Como SC pode acelerar a adoção de novas tecnologias?
Fabrízio Pereira (Diretor Geral do SENAI/SC e Diretor de Mercado do Sistema FIESC)

17h15 - Casos práticos de aplicação de novas tecnologias
Clerinsom Sant'Ana (Head de Arquitetos de Soluções - Setor Automotivo e Manufatura na AWS), Rafael Dall'Anese (Gerente de TI na DR Aromas & Ingredientes) e Tiago Filipi Longhi (Weg)

18h30 - Encerramento

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

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