Metodologia desenvolvida por especialistas catarinenses visa padronizar proteções e reduzir os acidentes e mortes na construção civil


Florianópolis, 16.1.2018 – O livro “Metodologia para Dimensionamento de Sistemas de Guarda-corpo e Rodapé”, que é referência nacional no assunto e traz detalhes do método desenvolvido para cálculo e ensaios de guarda-corpo e rodapé, será distribuído gratuitamente para entidades ligadas à proteção da saúde do trabalhador, no ramo da construção civil. A publicação é resultado do trabalho de especialistas do SESI/SC, do Sindicato da Indústria da Construção de Florianópolis (SINDUSCON), e da Fundação Jorge Duprat de Segurança e Medicina do Trabalho (FUNDACENTRO). O livro pode ser baixado clicando aqui.

Serão impressos 1,3 mil exemplares, pagos com verbas oriundas da atuação do Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina (MPT-SC). A obra tem o propósito de padronizar essas proteções e acabar com as estruturas improvisadas que geram centenas de acidentes e mortes no Brasil. Só em Santa Catarina de 2012 a 2015, 126 pessoas morreram por queda em altura, de acordo com o Sistema de Informações de Mortalidades da Secretaria Estadual da Saúde.

“No Brasil não há guarda-corpos padronizados, o que leva, consequentemente, ao uso de proteções coletivas improvisadas. O desenvolvimento deste projeto constituiu um desafio tecnológico importante, que trará benefícios para o setor”, enfatiza o engenheiro do SESI/SC, Marcio Andrei Tavares.

A partir da metodologia, foram definidos diversos modelos de guarda-corpos e rodapés para testes, previamente calculados e depois fabricados, instalados e acompanhados para que fosse verificada a facilidade de fixação, movimentação e retirada dos equipamentos nas obras. Os guarda-corpos que se mostraram adequados ao uso foram aprovados e estão sendo disponibilizados a toda a sociedade por meio do livro. 

Para atingir excelência no resultado, o projeto foi acompanhado de perto e recebeu contribuição de uma ampla rede de parceiros do Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério do Trabalho (MTb), Associação Estadual de Engenharia de Segurança do Trabalho (ACEST) e do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST). Também tiveram participação fundamental o Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), responsável pela definição dos requisitos técnicos e ensaios a que foram submetidos os guarda-corpos, e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), responsável pela elaboração dos relatórios de ensaios.

Com informações do Ministério Público do Trabalho.
 
Assessoria de Imprensa
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina
 

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