Florianópolis, 10.06.2026 – Os desafios para melhorar a produtividade da indústria brasileira e os caminhos para ampliar a competitividade de Santa Catarina estiveram no centro dos debates da primeira reunião do Conselho Consultivo dos Institutos SENAI de Inovação e Tecnologia, realizada nesta terça-feira (9), na Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC). O encontro reuniu representantes da indústria, da academia e de instituições parceiras para discutir as oportunidades para o desenvolvimento tecnológico do setor produtivo.
O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, destacou que os investimentos realizados nos Institutos SENAI de Inovação e Tecnologia são uma das estratégias para acelerar a produtividade e fortalecer a competitividade da indústria catarinense.
“Mais de R$600 milhões estão sendo investidos nos Institutos, principalmente em infraestrutura, equipamentos e ampliação da capacidade tecnológica, criando condições para que as empresas tenham acesso a tecnologias, serviços e competências alinhados aos desafios da indústria”, declarou Seleme.
Para o diretor regional do SENAI/SC, Fabrizio Machado Pereira, a produtividade deve ocupar posição central nas estratégias de desenvolvimento industrial e orientar a atuação dos Institutos junto ao setor produtivo.
“Hoje, um dos principais desafios é contribuir para combater a baixa produtividade que enfrentamos em todos os setores da economia. Precisamos ampliar o acesso das empresas às competências, tecnologias e estruturas que já estão disponíveis na rede SENAI”, destacou.
O gerente executivo de Inovação e Tecnologia da FIESC, Mauricio Cappra Pauletti, apresentou dados que evidenciam os desafios da produtividade no país.
“A produtividade brasileira equivale a cerca de um quarto da registrada nos Estados Unidos e tem evoluído em ritmo inferior ao observado em outras economias. Embora Santa Catarina se destaque pela força da indústria, pela capacidade exportadora e pela geração de empregos, o Estado ainda enfrenta desafios relacionados ao aumento da produtividade, especialmente em setores intensivos em mão de obra”, frisou.
Pauletti destacou ainda que a escassez de trabalhadores já se tornou uma das principais preocupações das empresas e defendeu a adoção de tecnologias como ferramenta para enfrentar esse cenário.
“A tecnologia é um meio, não um fim. Quando bem aplicada, ela ajuda a enfrentar a escassez de mão de obra, aumenta a produtividade e cria oportunidades de empregos mais qualificados e de maior valor agregado”, afirmou.
Pautas do Conselho
Entre os fatores que dificultam a adoção de tecnologias pelas empresas estão barreiras culturais, dificuldades de capacitação, limitações de investimento e desafios na modernização dos processos produtivos. Entre as oportunidades identificadas estão a ampliação do uso de automação, robótica, inteligência artificial e transformação digital em atividades repetitivas, perigosas ou de baixa atratividade.
Entre os casos de sucesso da inovação aplicada à indústria com apoio dos Institutos do SENAI/SC estiveram o BrasSat, programa voltado ao fortalecimento da participação da indústria nacional na economia espacial por meio do desenvolvimento de satélites e aplicações de inteligência artificial, e o MagBras, projeto que busca consolidar no Brasil o ciclo completo de produção de superímãs de terras raras, reduzindo a dependência tecnológica externa.
Também foram detalhados os investimentos na ampliação da infraestrutura dos Institutos em Chapecó e Blumenau, fortalecendo o atendimento aos setores de alimentos e bebidas, têxtil e vestuário.
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação
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