Florianópolis, 20.05.2026 - A Federação das Indústrias (FIESC) participa, no próximo dia 21 de maio, da audiência pública sobre a redução da jornada de trabalho na Assembleia Legislativa de SC (ALESC).
Hoje, 806 mil trabalhadores da indústria de SC operam em regime de 44h semanais, majoritariamente na escala 6x1. O que equivale a 92,9% dos trabalhadores industriais do estado. Um estudo da Federação aponta que a proposta em debate no Congresso Nacional poderia elevar os custos do trabalho em 9,7% no Brasil e 11,4% em SC. Como reflexo,a FIESC projeta a perda de 41,4 mil vagas em 2 anos e a redução de 1,07% nas exportações catarinenses.
Um dos pontos centrais do debate é o descompasso entre o Brasil e seus concorrentes globais. Enquanto a proposta brasileira visa reduzir a carga horária, países com altos índices de desenvolvimento e produtividade mantêm limites superiores.
Entre os principais riscos da redução por Lei estão:
- Pressão sobre custos trabalhistas, sem ganho de produtividade
- Redução da produção em empresas que não consigam absorver ou repassar custos decorrentes do aumento - especialmente micro e pequenas empresas
- Redução da competitividade internacional
- Aumento da informalidade
O entendimento da entidade industrial é que não há necessidade de alterar a lei. A negociação coletiva é o mecanismo mais adequado para conciliar os interesses dos trabalhadores e empregadores.
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação
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