Rio do Sul, 25.05.2026 - O encontro foi realizado na Sala da Indústria, no SESI, em Rio do Sul, com a palestra Reforma Tributária na Indústria da Confecção e do Vestuário, conduzida por Joacir Sevegnani, doutor em Ciência Jurídica e Giurisprudenza.
Sua abordagem incluiu aspectos gerais da reforma e pontos específicos para o setor têxtil. Ele apresentou os principais impactos das mudanças, explicando que, a partir de 2027, haverá a extinção do PIS e da COFINS. Esses tributos serão substituídos pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Também destacou que, a partir de 2029, ocorrerá a extinção do ICMS e do ISS, com a implementação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
Sevegnani orientou os empresários sobre a necessidade de planejamento para a transição. Afirmou que, de forma ampla, não haverá aumento da carga tributária para a indústria. No entanto, fez um alerta.
“Como o setor têxtil possui benefícios fiscais, que serão extintos gradativamente, é possível que, nesse caso em particular, ocorra um certo aumento da carga tributária.”
O presidente do Sinfiatec, Eduardo Molinari, reforçou a importância da informação como base para as indústrias se prepararem. Ele destacou que os empresários devem buscar apoio técnico.
“Alguns pontos vêm para simplificar, por outro lado, ainda há muitas novidades desconhecidas. É um pouco nebuloso ainda, mas vai acontecer. Por isso que a gente precisa desse planejamento interno.”
O tema foi o primeiro na programação da Semana da Indústria - 25 a 30 de maio - que inclui palestras, reuniões e o Feirão do Emprego.
A iniciativa é da FIESC Alto Vale, por meio do SESI, SENAI, IEL e Sindicatos Patronais das Indústrias: Sinfiatec, Simmmers, Sinduscon/Rio do Sul, Sinduscon/Ibirama, Sindimade/Floema, Simars e Sindicer.
A proposta deste ano é descentralizar as ações para os municípios da região e ampliar o relacionamento com as indústrias.
Com informações de Assessoria de Imprensa FIESC Alto Vale.