Ibirama, 26.05.2026 – Empresários e gestores de indústrias participaram, na tarde de terça-feira, 26, de uma palestra no SESI de Ibirama, que abordou os efeitos da tecnologia na comunicação.
Com o tema “A velocidade que a tecnologia nos traz e a qualidade que ela nos tira na comunicação”, a consultora em educação corporativa e executiva do SENAI, Kelin Feldhaus, conduziu uma reflexão sobre como a aceleração digital tem influenciado as relações humanas, a liderança e o ambiente de trabalho.
A palestrante destacou que, embora a tecnologia tenha ampliado o acesso à informação e agilizado processos, o uso excessivo pode gerar ruídos na comunicação, conflitos entre equipes, retrabalho e impactos na saúde emocional. Dados apresentados mostram que o Brasil registra alto nível de conectividade, com crescimento significativo no uso da internet entre diferentes faixas etárias, o que reforça a necessidade de uso consciente das ferramentas digitais.
Entre os principais desafios apontados estão a disseminação de informações incorretas, a redução da qualidade da escuta e o aumento de problemas como ansiedade, estresse e dificuldade de concentração. No ambiente corporativo, esses fatores podem comprometer o alinhamento entre equipes e a eficiência das operações.
A palestra também abordou o papel da liderança diante desse cenário. Segundo Kelin, cabe aos líderes equilibrar tecnologia e relações humanas, promovendo comunicação clara, escuta ativa, presença no ambiente operacional e desenvolvimento da inteligência emocional.
Ela destacou a importância de práticas como alinhamentos no início dos turnos, definição clara de prioridades, incentivo ao diálogo, acompanhamento próximo das equipes e feedbacks objetivos e respeitosos.
“A sustentabilidade dos resultados nas empresas depende não apenas da eficiência dos processos, mas da qualidade das relações, da confiança entre as pessoas e da capacidade de comunicação no dia a dia”, ressaltou Kelin.
A palestra integrou a programação da Semana da Indústria, realizada pela FIESC Alto Vale, por meio do SESI, SENAI, IEL e Sindicatos Patronais das Indústrias (Sinfiatec, Simmmers, Sinduscon/Rio do Sul, Sinduscon/Ibirama, Sindimade/Floema, Simars e Sindicer).
O cronograma da Semana da Indústria deste ano está sendo levado também para as microrregiões do Alto Vale. A estratégia visa impulsionar o desenvolvimento econômico. Em Ibirama, por exemplo, o setor industrial abrange 281 empreendimentos e 3,8 mil trabalhadores. As atividades que mais se destacam são: têxtil, construção, madeira e móveis.
Com informações de Assessoria de Imprensa FIESC Alto Vale.