Movimento Rondônia pela Educação completa um ano

Iniciativa inspirada no Movimento lançado pelo FIESC em 2012 tem como meta erradicar o analfabetismo no Estado
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  • Carradore (d) destacou ações educacionais da iniciativa catarinense (foto: Divulgação/FIERO)
  • Marcelo Thomé (ao microfone) preside a reunião do Comitê de Governança do Movimento (foto: Divulgação/FIERO)

 

Rondônia, 02.6.2017 – Lançado há um ano, o Movimento Rondônia pela Educação cresceu e conta atualmente com mais de cem adesões de instituições e entidades engajadas na idealização de projetos e ações, cujo objetivo principal é zerar o analfabetismo no estado de Rondônia. Na quarta reunião do Conselho de Governança do Movimento, realizada na quinta-feira (1º), no salão de convenções do Sistema FIERO, o presidente Marcelo Thomé apresentou retrospecto sobre as ações do Movimento neste primeiro ano e sobre os projetos conduzidos com base nas metas estabelecidas. “Minha convicção é a de que somente elevando ainda mais o calor desse debate e adotando as melhores práticas, conectados com as tecnologias disponíveis vamos superar os entraves impostos pelos baixos índices educacionais ao pleno desenvolvimento da nação”, ressaltou o presidente da FIERO. 

Thomé lembrou que a ideia de lançar o Movimento em Rondônia foi um desafio, uma provocação da então secretária de Educação, Fátima Gavioli, concitando a FIERO a replicar no Estado o então Movimento Indústria pela Educação, lançado pela Federação das Indústrias de Santa Catarina em 2012. “Aproveito para agradecer a generosidade do amigo Glauco Côrte, presidente da FIESC, que nos repassou toda a expertise e disponibilizou colaboradores que nos auxiliaram na implantação do movimento em Rondônia”, exultou. Em Santa Catarina, com a adesão das federações empresariais do comércio (FECOMÈRCIO), agricultura (FAESC) e transporte (FETRANCESC), a iniciativa passou a se chamar Santa Catarina pela Educação.

No ponto de vista do presidente da FIERO, ao melhorar a qualidade da gestão do gasto na Educação, será possível recuperar o tempo perdido, e haverá avanço na qualidade do ensino. Se não houver avanço na melhoria do aprendizado, o índice de desemprego poderá aumentar ainda mais em futuro próximo. Ele lembrou que em Santa Catarina o movimento é exitoso e os níveis de excelência e resultados motivaram a FIERO a replicá-lo em Rondônia, para alavancar os indicadores da educação local. “Continuo acreditando que a educação é a arma mais poderosa que podemos usar para mudar o mundo, como pontuou o pacifista e libertário Nelson Mandela”, finalizou. 

O diretor de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi, falou dos desafios da educação brasileira. Lucchesi defende alinhar as oportunidades de trabalho criadas pela indústria às ações do governo, e a qualidade da educação oferecida por instituições de formação, como o SENAI. Nações desenvolvidas como Alemanha e Japão apostam no ensino profissionalizante por entenderem que, ao preparar sua força de trabalho para as demandas do setor produtivo, terão resultados diretos no crescimento econômico. 

Lucchesi destacou que a educação profissional tem a capacidade de formar pessoas conectadas com as novas tecnologias, além de possibilitá-las a desenvolver habilidades técnicas e pessoais requeridas pelo mundo de trabalho. “Profissionais bem formados são mais produtivos e capazes de propor soluções e inovações nas empresas. Eles são decisivos para a expansão da indústria e o desenvolvimento econômico e social do País. O desafio do Brasil é alinhar as oportunidades de trabalho criadas pela indústria às ações do governo e à qualidade da educação oferecida por instituições de formação, como o SENAI”, afirmou.

O assessor do Movimento Santa Catarina pela Educação, Antônio José Carradore, participou da reunião. “Minha maior satisfação é ver os resultados do Movimento Rondônia pela Educação, que está em seu primeiro ano. Temos a plena certeza de que só vamos evoluir como sociedade se priorizarmos a educação”, declarou. 

O prefeito Hildon Chaves, que já aderiu ao movimento, lançou o programa Porto Velho Alfabetizado, cujo objetivo é identificar onde estão os maiores índices de analfabetos por região da cidade e, a partir deste levantamento, incrementar as ações. Chaves falou da importância do Movimento e de se erradicar o analfabetismo. "A nossa cidade vai se tornar um lugar melhor para se viver. Alfabetizar essas pessoas significa assegurar-lhes cidadania e aumentar a produtividade” disse.

O secretário-adjunto da Semed, Marcos Aurélio, falou que a ação inicial será uma chamada escolar, no período de 10 a 14 de julho, começando pelo município de Porto Velho, para identificar as demandas de escolarização de jovens, adultos e idosos, não alfabetizados, e estabelecer políticas educacionais.

A coordenadora do Movimento Rondônia pela Educação, Raquel Volpato Serbino destaca que o projeto foi gestado no Comitê Técnico do Movimento. Zerar o analfabetismo é uma das metas do Movimento seguindo o que estabelece o Plano Nacional de Educação (PNE). A redução do analfabetismo tem um impacto social, econômico, isso sem falar na questão do resgate da cidadania. Este projeto será realizado, primeiramente em Porto Velho, sendo um projeto piloto que será e estendido as ações para os demais municípios, mediante um projeto muito maior chamado Rondônia Alfabetizada.

Com informações da Assessoria de Comunicação Social do Sistema FIERO

Assessoria de Imprensa
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina