Só em 2017, iniciativa impactou mais de 1,1 milhão de pessoas com 800 ações; dados foram apresentados na reunião do Conselho de Governança, na qual também foi lançado livro de artigos sobre educação

Confira a cobertura fotográfica completa do evento no Flickr da FIESC.

Florianópolis, 26.7.2018 – O presidente da FIESC, Glauco José Côrte, recebeu nesta quinta-feira (26) os conselheiros do Movimento Santa Catarina pela Educação para apresentar um balanço das ações realizadas nestes seis anos da iniciativa. Côrte destacou algumas ações realizadas pelo Movimento, lançado em setembro de 2012. “São aproximadamente 450 pessoas envolvidas na Governança do Movimento e, em 2017, foram realizadas mais de 800 ações, impactando em mais de 1,1 milhão de pessoas”.

Ele citou os temas abordados pelo Movimento: família, jovens, gestão escolas, professores e educação integral. “Embora ainda tenhamos muito trabalho pela frente, os esforços para mobilizar a sociedade catarinense a favor da melhoria da qualidade da educação têm aparecido. A elevação da escolaridade dos trabalhadores formais de Santa Catarina é um belo exemplo. Em 2011, segundo dados da RAIS, tínhamos 60% dos trabalhadores formais do Estado com educação básica completa. Em 2016, passou para perto de 70%”, frisou. Côrte convidou personagens importantes dessa história a relatarem suas experiências por meio do Movimento. 

“Podemos acompanhar muitas famílias impactadas por esse Movimento. Hoje nós podemos falar que temos pais e famílias participativas na educação dos nossos alunos, no nosso futuro. Que esse projeto continue porque nós precisamos, a nossa juventude precisa, é o nosso amanhã”, falou Marciano Glauber, pai de alunos da Escola Almirante Tamandaré de Blumenau, que acompanha de perto o ensino dos filhos.

Luana Machado, jovem embaixadora do Movimento, comentou sobre as ações promovidas pelo grupo. “A gente tem muita vontade, mas precisamos de direcionamento. Foi isso que tivemos com o Movimento SC pela Educação. A iniciativa não nasceu com todos os números que registra hoje, a gente lutou muito para chegar aqui”, afirmou.  

A aposentada dos Correios Mariangela Martins contou sua experiência como integrante do projeto Eu Voluntário: deixando o meu legado. “Comecei na Casa Lar Emaús, dando aula sobre noções de higiene. Já dei aulas de reforço em língua portuguesa na Escola Laura Lima e agora estou dando reforço em matemática nessa mesma escola, um desafio por conta da vulnerabilidade da comunidade. Sei que posso contribuir com conteúdo, compartilhando valores, para que essas crianças possam ser melhores”, afirmou. “Agora fui convidada a dar reforço de matemática e língua portuguesa para jovens do programa Novos Caminhos”, revelou.

Alexsander Fortkamp, diretor da Escola Jacó Anderle, de  Florianópolis, falou sobre a parceria com o Movimento. “Começamos a fazer parte do Movimento em 2016 e conseguimos formar muitas parcerias e ser agraciados por diversas ações do Movimento. Uma delas foi a ferramenta de gestão escolar, que permitiu refinar práticas e inserir outras que a gente ainda não executava. Avançamos bastante em questões pedagógicas e administrativas. Depois começamos a usar a plataforma Eu Voluntário para oferecer aos alunos aulas de reforço e palestras. Também estreitamos a parceria com o SENAI com bolsas para o curso de automação”, contou.

Daniel Henrique dos Santos, de 16 anos, é aluno da Escola Elfrida Cristiano da Silva, de Itajaí, e relatou sua experiência com o ensino médio em tempo integral. “Para nós, alunos, foi revolucionário. Estudar o dia inteiro mudou toda a nossa rotina. É uma caminhada árdua, mas muito proveitosa. Esquecemos a questão das notas e focamos no nosso aprendizado. Focamos no que podemos agregar em relação as outras pessoas. Reaprendemos a aprender, buscamos muito mais o conhecimento do que as notas”, afirmou o estudante. 

O professor Muriel Barbosa Felipe, do SENAI de Tubarão, falou sobre o uso das ferramentas Google em sala de aula. Ele leciona em outras duas escolas, e não faz mais avaliações em meio físico, apenas por aplicativos. “Tivemos mudanças radicais, para melhor. Temos que utilizar a tecnologia, o Google for Education oferece ferramentas fantásticas para educação”, avaliou. 

Nelson Mateus, jovem embaixador do Movimento e integrante do Novos Caminhos, afirmou que o programa mudou sua vida ‘da água para o vinho’. “O programa faz você ter outro olhar para o mundo e acreditar numa sociedade melhor. Fiz 16 cursos de qualificação e técnico em eletrotécnica. Ingressei em engenharia elétrica no IFSC e fui adotado por uma família, assim como o meu irmão. Hoje visito as casas-lar para influenciar estes jovens a abraçar as oportunidades que recebem”, contou. “Não conheço nenhum outro programa de tamanha dimensão”, completou o jovem, que quer fazer mestrado e ser professor.

O diretor-presidente da Zen, Gilberto Heinzelmann, reforçou a importância do engajamento do empresário com a causa da educação. “Estou no Movimento desde o início. Agora, em 2018, vemos que ao longo da sua trajetória ele se transformou em Movimento Santa Catarina pela Educação, com entregas superiores ao que se propunha. Me sinto orgulhoso de ter participado disso”, afirmou.

O professor Eduardo Deschamps destacou os desafios da área. “Temos uma agenda extremamente importante num País dividido e esse Movimento é a consolidação do artigo 205 da constituição: a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Sem isso, não há Estado que dê conta de fazer a revolução que a gente precisa no sistema educacional”, disse.

O diretor de Educação e Tecnologia da CNI, Rafael Lucchesi, falou sobre a publicação Reflexões para a educação que o Brasil precisa, lançada na reunião. “Não é apenas um livro, ele traduz uma nova linguagem empresarial, um novo discurso com outra abrangência, que será capaz de liderar a sociedade. Esse Movimento não pode estar apenas em SC. O grande desafio é que isso tenho continuidade aqui, mas o mais importante, é que isso possa redefinir a forma como o nosso Sistema se comunica com a sociedade”, disse. 

“Sua passagem pela FIESC, com o Movimento, é um marco para SC. A educação foi uma de suas bandeiras, para a nossa felicidade. Educação ainda é fator predominante para o crescimento profissional do cidadão. Não vejo outro caminho que pode nos levar ao sucesso. Os trabalhadores são muito gratos pela representação e o respeito com a nossa categoria”, salientou Izaias Otaviano, representante das Federações dos Trabalhadores, dirigindo-se ao presidente da FIESC. 

Publicação – O Movimento lançou nesta quinta-feira (26) livro que reúne artigos de educação produzidos pelo presidente da FIESC ao longo da sua gestão e também por outros 12 especialistas: Viviane Senna, Rafael Lucchesi, Mozart Neves Ramos, Eduardo Deschamps, Priscila Fonseca da Cruz, Claudio de Moura Castro, James Ito-Adler, Maria Helena Guimarães de Castro, Naercio Menezes Filho, Marcelo Neri e Roberto Lent. “Santa Catarina é um Estado que está bombando e investindo em educação. A FIESC está levando a educação a sério, o que não acontece em outros Estados”, afirmou Moura Castro, um dos articulistas do livro. Os conselheiros também receberam exemplares do livro que resgata a história da iniciativa, destacando as ações e os resultados alcançados nestes seis anos.

Côrte foi convidado a ser sócio do Todos pela Educação e recebeu um certificado das mãos da diretora do grupo, Maria Lúcia Reis. 

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