Além dos reflexos nos ambientes familiar e de trabalho, doenças mentais geram perda de produtividade

Florianópolis, 21.5.2021 –O Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de ansiedade, o segundo em estresse e o quinto em depressão e, internamente, a região Sul tem uma taxa de depressão 50% maior que a média nacional. As informações foram apresentadas na reunião mensal de diretoria da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) desta sexta (21) pela gerente de Saúde e Segurança no Trabalho do SESI, Sendi Lopes. Para ajudar a indústria a superar essa situação, o Serviço Social da Indústria de Santa Catarina (SESI/SC) está lançando um conjunto de soluções, que envolvem consultorias, treinamentos, campanhas, ferramentas de monitoramento e atendimento psicológico individual ou em grupos terapêuticos.

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“São doenças que não se manifestam visivelmente e não se identificam rapidamente”, disse o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar. “O tema é de extrema preocupação, tendo em vista que afeta a saúde do trabalhador e os ambientes familiar e de trabalho, gerando custos e prejuízos para as empresas”, completou.
As perdas são decorrentes de baixa produtividade e pagamento de auxílios. “Como se trata de uma doença silenciosa, quando descoberta ela gera afastamentos longos, de mais de 100 dias”, afirmou Sendi Lopes. 

Conforme explicou Sendi, as perdas anuais da economia brasileira em decorrência da depressão são da ordem de 78 bilhões de dólares, o que corresponde ao PIB de Santa Catarina. Seguindo o mesmo raciocínio e pelos mesmos motivos, a economia mundial deixa dissipar a cada ano o valor de 1 trilhão de dólares, correspondente ao PIB mexicano. “As doenças mentais representam atualmente a terceira maior causa de afastamentos do trabalho, com previsão feita pela Organização Mundial da Saúde que se torne o principal motivo nos próximos anos”, disse a gerente. Em 2020, foram registrados no país 576 mil casos de afastamento ou aposentadoria determinadas por transtornos mentais, uma quantidade 26% maior do que em 2019. Os impactos para as organizações são diversos, de absenteísmo, afastamentos ou presenteísmo até aumento de acidentes, redução no engajamento ou reflexos na imagem. Por outro lado, o valor investido em prevenção pode retornar multiplicado por quatro em melhoria da produtividade e engajamento.

 

Assessoria de Imprensa
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina

 

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