Grupo que em 2015 incorporou a antiga Rigesa, em Três Barras-SC, planeja investimento superior a 1 bilhão de dólares no ciclo 2011-2021, sendo 80% nas unidades localizadas em Santa Catarina

Florianópolis, 16.8.2019 – Os investimentos superiores a 1 bilhão de dólares, realizados desde 2011 e previstos até 2021 pela multinacional americana Westrock em suas quatro unidades fabris no Brasil, devem fazer com que a principal delas, localizada em Três Barras, no Planalto Norte de Santa Catarina, seja a mais produtiva em papel kraft do mundo. A informação foi dada pelo presidente da Westrock no Brasil, Jairo Lorenzatto, durante reunião diretoria da FIESC, nesta sexta-feira (16). No mundo, o grupo tem 50 mil funcionários e receita de 19 bilhões de dólares em vendas. "No Brasil, somos o segundo maior produtor de papel e de papel ondulado para caixas de embalagens; somos uma das líderes mundiais na produção e em embalagens com essa matéria-prima, trabalhando com fibra natural ", disse o executivo.

Com capacidade produtiva de 1.350 toneladas por dia (aproximadamente 500 mil toneladas por ano), a unidade de Três Barras está recebendo investimentos de 345 milhões de dólares, o que deve aumentar em cerca de 9% o número de empregos diretos gerados - hoje em 530 -, além de elevar de 55% para 85% a autossuficiência em energia. Ela é a fornecedora de papel para as quatro fábricas de embalagens do grupo no Brasil - uma delas em Blumenau, onde são gerados 260 empregos, outra em Pacajus-CE, uma terceira em Araçatuba-SP e, por fim, uma unidade em Porto Feliz-SP, ainda não inaugurada. A Divisão Florestal gera outros 270 empregos nas áreas de reflorestamento localizadas no Norte de Santa Catarina e Sul do Paraná.

"Ao mesmo tempo em que amplia a capacidade de produção em Três Barras, a Westrock promove um trabalho social em parceria com o SENAI, com a formação de profissionais, preparando-os para atuar nos postos de trabalho que serão criados", disse o presidente em exercício da FIESC, Gilberto Seleme.

Lorenzatto destacou ainda que o consumo de papel não é antiecológico. "Consumir papel é bom para a natureza, pois cada árvore é uma usina de transformação de carbono em oxigênio", disse, ao ressaltar que a Westrock remove 8,4 vezes mais carbono do que gera em suas atividades.


Setor Florestal em SC

O gerente do Observatório FIESC, Sidnei Manoel Rodrigues, apresentou um panorama da importância da cadeia catarinense de base florestal, que possui 6,2 mil estabelecimentos, gera 71,3 mil empregos e exporta 1,5 bilhões de dólares por ano (16% do volume catarinense) e representa 11% do PIB industrial do estado. A cadeia produtiva é composta pelo próprio segmento florestal, além das áreas de madeira, papel e celulose e móveis. O setor florestal catarinense gera anualmente 29 milhões de metros cúbicos, uma produção correspondente a 1,75 bilhão de reais.

Com 37,6 mil empregos, o segmento da madeira gera um valor bruto de produção industrial (VBPI) de 4,7 bilhões de reais. O valor da produção industrial da área de celulose e papel é de 6,9 bilhões de reais, com 20, 7 mil empregos. O segmento de móveis alcança um valor de produção industrial de 2,6 milhões de reais, com 27,6 mil empregos.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina    
Assessoria de Imprensa

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