Resultados parciais da terceira fase do projeto, desenvolvido em parceria com a Embrapii, foram apresentados nesta quinta, à montadora

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Joinville, 20.02.2020
- Os Institutos SENAI de Inovação em Sistemas de Manufatura e em Processamento a Laser apresentaram nesta quinta-feira (20) resultados parciais da terceira fase do projeto do robô Snake, desenvolvido para a montadora GM com o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). Projeto que utiliza recursos de  biomimetismo, em que a engenharia busca na natureza soluções para problemas práticos, com a cinemática de serpentes em transposição de obstáculos, o robô Snake tem o movimento do braço humano e a agilidade de uma cobra. Foi desenvolvido para executar tarefas em locais de acessibilidade dificultada e espaços restritos. O robô se caracteriza pela agilidade e flexibilidade nas suas operações. Desta forma, cada unidade pode substituir de dois a quatro robôs convencionais, tornando assim a produção mais econômica. As pesquisas para o desenvolvimento do robô se iniciaram em 2017.


A concepção idealizada do Snake permite que seja adaptado a distintas aplicações, como de pintura, montagem de sistemas complexos, soldagem e inspeção de máquinas e equipamentos da indústria aeronáutica, petróleo e gás e automotiva. As aplicações desenvolvidas até o momento encontram-se em fase de testes em ambientes relevantes, etapa necessária antes da implantação em células piloto na indústria.

O gerente de inovação da engenharia de manufatura da GM América do Sul, Carlos Sakuramoto, disse que o robô é uma solução global, inédita, da montadora. “Existem robôs snake no mundo, mas as características que desenvolvemos nesse projeto são únicas”, disse. Segundo o executivo, o modelo, que tem a capacidade de ultrapassar obstáculo, poderá substituir até quatro robôs, dependendo da operação. Assim, ele representará economia no processo produtivo, com a redução de ciclos e de área de produção. Sakuramoto destacou ainda que a GM não deverá produzir o robô em escala, devendo repassar a outras empresas e já tem um investidor brasileiro interessado.

“Temos aqui um exemplo de uma multinacional que trouxe ao SENAI o desenvolvimento de um projeto estratégico de seu processo de produção, utilizando-se da parceria com órgãos de fomento, como é a Embrapii”, disse o diretor de Inovação da FIESC, José Eduardo Fiates. Para ele, o processo de inovação em parceria com empresas de grande porte ou multinacionais não é simples. “A FIESC tem o propósito de ser relevante e de que seus parceiros estratégicos tenham uma percepção de valor”.

“Este é um projeto de indústria 4.0 de demanda do setor produtivo, sendo realizado aqui no Brasil por uma empresa de grande porte, multinacional, que está trazendo o desenvolvimento de tecnologia para o Brasil, nos Institutos SENAI”, disse o diretor de planejamento e gestão da Embrapii, José Luís Gordon.

O secretário de Empreendedorismo e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicação, Paulo Alvim, afirmou que o Brasil precisa agregar valor à produção, incorporando conhecimento e, para isso, deve utilizar as competências já instaladas. Neste caso, destacou a participação dos institutos ligados ao Sistema Indústria.

O pesquisador-chefe dos Institutos SENAI em Joinville, Luiz Gonzaga Trabasso, destacou que “todo projeto que roda nesta casa parte de uma demanda da indústria”. Ele salientou que as entregas são protótipos, tecnicamente denominados “demonstradores funcionais plenos”, no caso de produtos, e processos operacionais estabilizados, no caso de processos. Destacou que os institutos não fabricam os produtos desenvolvidos.

O vice-presidente da FIESC para a região Norte Nordeste, Evair Oenning, salientou que o desenvolvimento do robô demonstra a integração entre institutos de inovação, a indústria e instituições de fomento à pesquisa.

 

 

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