Projeto envolve parceria entre o Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados, de Florianópolis-SC, universidades de São Paulo (USP) e Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Petrobras

Florianópolis, 29.11.2021 - O robô Annelida, desenvolvido pelo Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados, de Florianópolis-SC, em parceria com a universidades de São Paulo (USP) e Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Petrobras, foi o vencedor do Prêmio ANP 2020, entregue nesta segunda-feira (29), em evento na cidade do Rio de Janeiro. O projeto ajudará a Petrobras a reduzir perdas estimadas em bilhões de reais na substituição de dutos danificados e em lucros cessantes decorrentes da operação.

O projeto do SENAI/SC foi o vencedor na categoria 1, destinada a iniciativas desenvolvidas exclusivamente por Instituição Credenciada, em colaboração com Empresa Petrolífera, na área temática geral “Exploração e Produção de Petróleo e Gás”. Esta foi a segunda edição consecutiva em que o projeto chegou à final do Prêmio concedido pela Agência Nacional do Petróleo. O prêmio refere-se ao ano de 2020, cujo cronograma foi alterado devido à pandemia da Covid-19.

Quando em operação, o robô atuará desobstruindo os dutos de petróleo extraído do pré-sal. O composto é retirado do solo a uma temperatura de 60 a 70 graus C, mas se resfria ao passar pelo oceano, em percurso de até 7 quilômetros, podendo chegar à temperatura de quatro graus. Esse resfriamento faz com que o óleo se solidifique e libere hidratos e parafinas, que aderem à parede do duto.

O projeto vencedor do Prêmio 2020 ainda é referente à fase 1, na qual foi desenvolvido e validado o conceito do robô e seus componentes, com testes em ambientes controlados. A complexidade do projeto exigiu das instituições parceiras, somente na primeira fase, o desenvolvimento de 14 novas tecnologias, entre elas os  sistemas de aquecimento, de alimentação, sensoriamento, controle e comunicação, transmissão de carga, vasos de pressão, processo específico de análise de risco, além de sistemas de computação embarcada com falha segura, de lançamento para zonas classificadas por explosividade e de locomoção com autotravamento. Atualmente o projeto está na fase 2, que, além dos parceiros da primeira fase, envolve o Instituto SENAI de Inovação em Polímeros, localizado na cidade gaúcha de São Leopoldo. A segunda fase prevê a realização de testes em campo.

 

Assessoria de Imprensa
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