Melhora no ambiente de negócios e no cenário macroeconômico elevou a confiança e a intenção de investir. Consumo interno deve puxar a expansão da economia no próximo ano. O ponto de atenção é o cenário externo, que pode afetar o desempenho das exportações, avalia FIESC

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Florianópolis, 17.12.2019Santa Catarina fecha 2019 com desempenho superior à média brasileira e com perspectivas de crescer mais em 2020. De janeiro a outubro, entre os indicadores de destaque estão o Índice de Atividade Econômica (IBCr), que acumula alta de 2,8% contra 0,95% da média nacional, a produção industrial que avançou 2,6% (contra -1,1% da média do país) e a taxa de desocupação de julho a setembro fechou em 5,8% enquanto a média do país é 11,8%. “Santa Catarina é um dos cinco estados que retomaram a atividade econômica de 2014. Além disso, é o que mais gerou empregos na indústria de transformação no país, com 36,5 mil vagas abertas até outubro. Isso mostra a força da nossa economia e a indústria tem um peso importante nessa recuperação”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, durante encontro com a imprensa, nesta terça-feira (17), em Florianópolis.

Aguiar observou que boa parte do resultado positivo está relacionada a medidas que melhoraram o ambiente de negócios, como as reformas trabalhista e previdenciária, a modernização de normas regulamentadoras, medidas de desburocratização e digitalização e o fechamento do acordo Mercosul-União Europeia, por exemplo. “Nossas análises mostram que a expansão da economia em 2020 virá do crescimento do mercado interno. O consumo vem apresentando sinais de reaquecimento e temos um cenário macroeconômico estável, com a menor taxa básica de juros da história e estabilidade de preços. A taxa de câmbio deve permanecer elevada, o que dificulta as importações, mas favorece a produção interna. Então temos que torcer para que a economia brasileira retome com força porque Santa Catarina produz e vende muito para o mercado brasileiro”, explica.

Em sua apresentação, Aguiar destacou ainda que as perspectivas positivas são reforçadas pelo índice de confiança do empresário catarinense, que está em 65,3 pontos (a média nacional é de 62,5 pontos), e pela intenção de investir, que registra 66,9 pontos (contra 56,2 pontos do Brasil). Os dois indicadores variam numa escala de 0 a 100 pontos. Quanto mais próximo dos 100 pontos, maior é a confiança ou a intenção de investir. Ele também ressaltou o cenário de retomada do setor da construção civil a partir do terceiro trimestre de 2019 e a expectativa positiva do segmento automotivo com o mercado interno. Caso se confirme, favorece Santa Catarina por conta da cadeia produtiva instalada no estado que fornece às montadoras. Outro destaque é o aquecimento do setor de embalagens, considerado um termômetro do consumo.

O ponto de atenção é o cenário externo. O índice de incerteza global está elevado por fatores como a guerra comercial entre Estados Unidos e China e a situação política e econômica do Chile e da Argentina. No caso de Santa Catarina, isso influencia as exportações. No acumulado de janeiro a novembro, os embarques do estado registraram queda de 3,7%, influenciada pela redução da demanda de soja pela Ásia. Contudo, as vendas externas de carne de frango e suína seguem em alta e no período cresceram 13,9%.

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