Avaliação é do economista da CNI, Marcelo Azevedo, que participou de reunião do Conselho de Economia da FIESC, nesta quinta-feira (18), em Florianópolis. Expectativa para o segundo semestre é de recuperação gradual, mas consistente

Quer saber mais sobre as perspectivas econômicas para o segundo semestre? Assista à entrevista com o economista da CNI, Marcelo Azevedo

 

Florianópolis, 18.7.2019 – Em reunião do Conselho de Economia da FIESC, o economista da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Marcelo Azevedo, disse que a recessão foi superada, mas há dificuldades na retomada. Ele destacou que a falta de arranque na economia está ligada a diversos fatores, como a situação financeira geral do país, com empresários mais receosos, desemprego alto e consumidores, ainda que empregados, restringindo o consumo. Aliado a isso, tem a ociosidade elevada da indústria que limita os investimentos, estoques altos que restringem o aumento da produção, além do Estado sem condições fiscais para estimular a reativação da economia, seja via política fiscal, investimentos ou pelo aumento de consumo, explicou. O encontro foi realizado nesta quinta-feira (18), em Florianópolis.

Azevedo disse que para o segundo semestre a expectativa é de recuperação gradual, mas consistente. “Esperamos por mais reformas. Não só a tributária que está começando a andar, como outras que consigam dar algum estímulo para a economia e aí lançar as bases para um crescimento realmente significativo a partir do ano que vem. Esse ano não deve passar muito do crescimento do ano passado. Mas se as reformas andarem e a confiança continuar alta, começaremos o ano que vem com crescimento mais forte”, disse.

Apesar da confiança do industrial continuar razoavelmente alta, a expansão da produção, do emprego e dos investimentos continua mais lenta. “Uma recuperação realmente forte no emprego depende do investimento. Uma coisa é acionar uma máquina que está parada. Outra coisa é criar uma nova fábrica. Isso gera muito emprego formal e de qualidade. Mas para isso ocorrer tem que ter uma recuperação um pouco mais rápida, consistente e a manutenção da expectativa para os próximos meses”, explicou Azevedo, lembrando que quando isso acontecer, o país notará uma queda mais forte no desemprego.  

O presidente do Conselho, Alfredo Piotrovski, salientou que o encaminhamento das reformas, a começar pela da previdência, é o indicativo de que as mudanças estruturais que o país tanto precisa estão começando. “Embora não tenha incluído estados e municípios, a aprovação do projeto é um passo muito importante para o país. Na semana passada, a FIESC promoveu um debate sobre a reforma tributária, mais uma reforma estruturante que o Brasil precisa implementar. É necessário que ela entre em pauta o mais breve possível e, mesmo que não haja espaço para uma significativa redução da carga tributária, apenas a simplificação do sistema que temos hoje já será um grande avanço”, disse.

Ainda no encontro, o economista do Observatório FIESC, Henrique Reichert, destacou os principais números da economia catarinense no primeiro semestre, como o Índice de Atividade Econômica, que cresceu 3,18%, as vendas indústriais avançaram 6,3% e a produção industrial avançou 6,1% no período.

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