Florianópolis, 12.08.2026 – Acreditar no próprio potencial e apostar na qualificação estão entre os caminhos para que mais mulheres alcancem posições de liderança na indústria. A formação continuada e a preparação para assumir vagas de chefia então entre os fatores que permitiram o avanço da presença feminina em cargos com poder de decisão na indústria. A avaliação é da diretora de Governança Interna e Externa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Danusa Costa Lima, durante o evento Elas Lideram, realizado pela Academia FIESC de Negócios.
Para a presidente do Grupo Lunelli, Viviane Lunelli, o desenvolvimento de mulheres precisa começar nos primeiros níveis de gestão, criando uma base de profissionais preparadas para assumir posições de maior responsabilidade. “Embora as mulheres estejam muitas vezes mais preparadas do que imaginam, elas não se sentem preparadas. É um desafio constante trabalhar essas questões internamente para dar às mulheres essa condição de se reconhecerem como parte importante desse processo.”, ponderou Lunelli.
Estudo do Observatório FIESC aponta que entre 2022 e 2025, o número de mulheres em cargos de direção e gerência cresceu 13,2%, passando de 7.256 para 8.216 vínculos. No mesmo período, a participação feminina cresceu 8% nas ocupações técnicas relacionadas à ciência e tecnologia e 13% nos cargos de engenharia.
O avanço foi superior ao registrado entre os homens nessas funções. O presidente da Federação, Gilberto Seleme, engenheiro por formação, comentou sobre o avanço da presença feminina. “Na minha graduação, na década de 1980, tive apenas duas colegas. Esse avanço tem sido muito importante para uma maior diversidade nas profissões tecnológicas. O protagonismo feminino se destaca como um vetor indispensável para o desenvolvimento da indústria”, afirmou.
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Mulheres também avançam no agronegócio
O avanço da participação feminina também se estende ao agronegócio. Segundo dados apresentados pela empresária rural e pecuarista Teresa Cristina Vendramini, as mulheres já comandam 31% das propriedades rurais brasileiras. São cerca de 11 milhões de mulheres atuando no agronegócio brasileiro, em áreas que vão da produção rural à gestão, indústria, logística, pesquisa, comercialização e serviços. A participação feminina chega a aproximadamente 33% da mão de obra do setor.
Teresa, primeira mulher a presidir a Sociedade Rural Brasileira e também ex-presidente da Federação das Associações Rurais do Mercosul, reforçou a importância da formação para que esse movimento continue avançando. “Educação e capacitação têm tudo a ver com esta casa e com o que vocês estão fazendo. É nisso que eu acredito.”, finalizou Vendramini.
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação
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