Especialistas que participaram nesta terça-feira (27) de live promovida pelo Fundo Social da FIESC enfatizaram que a transformação social tem peso considerável na aceitação de projetos sociais apresentados pelo terceiro setor


Jaraguá do Sul, 27.10.2020 – Os projetos que se beneficiam de leis de incentivo no esporte trazem ganhos não apenas do ponto de vista social, mas também reflexos importantes para a economia local. São iniciativas que geram empregos, em função da contratação de profissionais que atuam nas diversas iniciativas, e ajudam a movimentar o comércio, com a compra de materiais e equipamentos usados pelos atletas. O recado é do consultor em projetos esportivos Gustavo Sá, durante a quinta live realizada pelo Fundo Social da FIESC para esclarecer empresas e entidades do terceiro setor que desenvolvem projetos com recursos do Imposto de Renda, nesta terça-feira (27). 

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Nesta edição, a live teve como foco a Lei de Incentivo ao Esporte, integrando a série de debates com o objetivo de ampliar o número de empresas que possam fazer aportes com base nas legislações e ao mesmo tempo auxiliar entidades na capacitação para a busca de recursos e com isso beneficiar mais projetos no estado.

O vice-presidente da FIESC na região do Vale do Itapocu, Célio Bayer, ressaltou a importância do trabalho realizado pela área de responsabilidade social da entidade no sentido de estimular a indústria catarinense a direcionarem recursos que fiquem em Santa Catarina. “A capacitação ajuda a melhorar a qualidade dos projetos e com isso mais empresas podem participar apoiando iniciativas em suas comunidades. Há inúmeras possibilidades, mas nem sempre os empresários têm informações necessárias e com isso um bom volume de recursos deixa de ser direcionado aos municípios”, destaca.

Com base na legislação, até 9% do Imposto de Renda devido pode ser aplicado em projetos sociais. Segundo levantamento do Fundo Social, cerca de 2 mil empresas que tributam pelo lucro real podem fazer uso da legislação, somando juntas um potencial de mais de 200 milhões que poderiam ser aplicados em projetos nas comunidades. Hoje utiliza-se cerca de 30% deste montante, situação que pode ser alterada com a mobilização de entidades que atuam no terceiro setor em parceria com o setor produtivo. Além da atuação junto a pessoas jurídicas, o Fundo Social também pretende iniciar um trabalho de sensibilização de contribuintes individuais, as pessoas físicas.

Segundo Gustavo Sá, desde 2007 a Lei de Incentivo ao Esporte já movimentou no País cerca de R$ 2,6 bilhões em recursos a vários projetos ligados ao setor que tenham finalidade educativa e em competições de alto rendimento. A legislação permite o aporte de recursos a 185 modalidades esportivas, com possibilidade de participação de empresas e contribuintes que façam a declaração de renda completa.

“Como a legislação de apoio ao esporte é federal, nesse caso quem abre mão da parcela repassada pelo contribuinte é o governo federal. Mas há iniciativas no campo esportivo também em estados e municípios”, reforça Gustavo, ex-atleta de vôlei com mais de 30 anos de experiência na área esportiva. Ele sugere que as proponentes, ao buscarem apoio das empresas, esclareçam que não se trata de um desconto no imposto devido, mas sim de um destino diferente ao imposto que será pago de qualquer forma. “O impacto nestas regiões é muito expressivo, gera emprego a professores, traz reflexos no comércio e mostrando como resultado pode ser muito expressivo ajuda a sensibilizar um número maior de apoiadores”, concluiu.

Sabrina Schappo, coordenadora de investimentos sociais da WEG, fez um relato da atuação da empresa com o redirecionamento de parte do imposto de renda devido a projetos sociais. Para ela, a criação do Fundo Social representou um apoio muito importante no sentido de estruturar as entidades para a qualificação dos projetos. Citou que a WEG se beneficia das leis de incentivo desde 1991, mas foi em 2009 que a companhia estruturou sua área de responsabilidade social. “Olhamos essa participação como uma oportunidade de desenvolvimento social das comunidades. É importante que os proponentes também priorizem no uso dos recursos as necessidades de suas comunidades”, assinalou, destacando o incentivo a outras empresas e aos seus próprios executivos e demais colaboradores para que apoiem projetos.

A empresa hoje participa com recursos em iniciativas em Jaraguá do Sul, Guaramirim, Itajaí e na cidade pernambucana de Linhares. A WEG recebe anualmente mais de 350 pedidos para análise, apoiando em média 50, com prioridade a projetos voltados à educação, cultura, inclusão social e saúde.

Com informações da Agência Texto Livre.  


Assessoria de Imprensa
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina

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