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País precisa de reengenharia no poder público, enxugando máquina estatal, diz Côrte

Presidente da FIESC defendeu cortes estruturais nas despesas do Executivo, Legislativo e Judiciário, em debate na convenção do setor lojista

Florianópolis, 11.09.2015 – “O País está em uma encruzilhada e precisa escolher seu caminho”, disse nesta sexta-feira (11) o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Glauco José Côrte. Ele defendeu uma reengenharia do poder público – citando os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário – como a alternativa para a retomada do crescimento sustentável no longo prazo. “Nós estamos hoje com estruturas muito inchadas e caras para o País, não só pela qualidade do serviço que é prestado. O País não comporta o tamanho do Estado”, afirmou durante debate mediado pela jornalista Mônica Waldvogel, na convenção da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), ao lado do empresário Nilso Berlanda e do economista Luiz Faria.

A grande pergunta, disse Côrte, é se o atual governo tem condições de comandar essa reestruturação, já que qualquer medida de reforma tributária, de enxugamento da máquina ou de reestruturação administrativa tem que partir do poder Executivo. E constatou: “Na minha percepção, o atual governo não tem condições de fazer isso”. “Por isso vamos ter que encontrar alguma alternativa, uma grande aliança, um grande pacto da sociedade com o setor público. É incrível que numa situação como a que estamos, haja greve do serviço público. Como pode que, com o País à beira do abismo, servidores públicos estejam em greve em áreas críticas, como é o caso do INSS, prejudicando o trabalhador que vai buscar um serviço de atendimento médico”, completou.

A moderadora atribuiu ao Judiciário responsabilidade na questão, pois, ao contrário do que ocorre em outros países, os salários são pagos aos grevistas. Mônica exemplificou com uma greve de professores em São Paulo, que deixou a maior parte das crianças sem aula por quatro meses, até que o governador cortou o salário. “A Justiça manda pagar os salários, dizendo que o direito à greve é sagrado. É uma incoerência, pois é uma greve sem risco, sem consequência nenhuma para quem a faz. E o governo começa a dar aumentos sem que possa pagar”, afirmou a jornalista. “O Estado brasileiro custa hoje ao País 36% do PIB e segue subindo”, acrescentou Mônica, informando que estima-se serem necessários R$ 200 bilhões até 2018 (em arrecadação adicional ou corte de despesas) para fechar as contas públicas.

Tratando a alta dos impostos e a reoneração da folha como uma obsessão do ministro Joaquim Levy, Côrte disse ser triste ver que o governo não apresenta propostas diferentes e vai recorrer mais uma vez ao aumento da já pesada carga tributária, sem dar mostras de uma contrapartida ao pesado ônus que imputa ao setor privado e à população para realizar o ajuste. “Isso tende a agravar a recessão se não for acompanhado de medidas de estímulo à economia”, afirmou, acrescentando que o governo é ágil nas iniciativas como as que implicam elevação de suas receitas e lento nas demais. Como exemplo, citou anúncio de novas concessões, que poderiam atrair investidores e movimentar a economia, mas que não tiveram consequências práticas. “Precisamos sair do ambiente de letargia e começar a governar com medidas que estimulem a economia”, disse. Depois acrescentou que o governo não parece ter percebido a gravidade do cenário de desemprego que está se agravando rapidamente.

Quando o debate abordava as questões éticas na poltica, Côrte voltou a defender que o uso de recursos ilícitos para vencer licitações ferem o próprio princípio da livre iniciativa, pois excluem do mercado as empresas que adotam as práticas corretas.






Elmar Meurer

Assessoria de Imprensa da FIESC
48 3231 4672 | 48 8421 4070
elmarm@fiesc.com.br

 

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