Florianópolis, 26.10.2026 – A reforma tributária exigirá que a indústria revise preços, contratos, fornecedores e fluxo de caixa para se adaptar às novas regras a partir de 2027. A preparação das empresas e a mudança na relação entre a Receita Federal e os contribuintes foram temas da reunião do Conselho de Assuntos Tributários da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC).
“A indústria precisa compreender os impactos da reforma sobre seus negócios e se antecipar às novas regras. Informação e planejamento são fundamentais para que as empresas avaliem cenários e tomem decisões mais seguras, preservando sua competitividade.”, afirmou Gilberto Seleme, presidente da entidade.
O presidente do Conselho de Assuntos Tributários da FIESC, Thiago Fretta, ressaltou a importância de uma nova perspectiva na relação entre o Fisco e os contribuintes. “A mudança de uma lógica baseada na desconfiança para uma relação de colaboração é importante para que as empresas tenham mais clareza sobre suas obrigações e possam buscar a conformidade tributária. Esse diálogo precisa caminhar junto com a orientação e a segurança jurídica para os contribuintes.”
Receita Federal amplia foco na conformidade
O auditor-fiscal e delegado da Receita Federal em Florianópolis, Sérgio Savaris, e a delegada adjunta da Receita Federal em Florianópolis, Dra. Andrea Cristina Valle. apresentaram a estratégia do órgão para incentivar o cumprimento voluntário das obrigações tributárias, com ações de orientação, gestão de riscos e autorregularização.
A proposta é ampliar a atuação preventiva, permitindo que empresas identifiquem e corrijam inconsistências antes de medidas fiscais. A fiscalização permanece necessária para combater fraudes e irregularidades. Programas como Sintonia e Confia integram essa abordagem, que busca fortalecer a conformidade e o relacionamento entre o Fisco e os contribuintes.
Preparação para 2027
O ex-delegado da Receita Federal em Florianópolis e ex-conselheiro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), Luiz Augusto de Souza Gonçalves, e a advogada Letícia Veras Costa, integrante da ASSET/SC, apresentaram medidas práticas para a adaptação das empresas.
Entre as recomendações estão revisar a formação de preços, considerar os créditos tributários aplicáveis, projetar os efeitos sobre o fluxo de caixa, reavaliar contratos de longo prazo e analisar fornecedores também pelos créditos que as aquisições podem gerar.
Os especialistas destacaram ainda a necessidade de revisar cadastros fiscais, documentos eletrônicos e sistemas internos, com participação das áreas fiscal, contábil, financeira, jurídica, de compras e de tecnologia da informação.
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação
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