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Setor fechou 11 mil postos de trabalho, ante 35 mil em abril; segmento de alimentos, por outro lado, contratou trabalhadores em maio

Florianópolis, 30.6.2020 Em maio, a indústria de Santa Catarina fechou 11 mil postos de trabalho, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia. Na avaliação do Observatório FIESC, a redução de vagas em maio foi inferior ao mês de abril. Em maio foram fechados 11 mil postos de trabalho e em abril foram 34 mil, mas Santa Catarina é o terceiro estado mais afetado pela pandemia.

A desaceleração no fechamento dos empregos pode ser explicada, em parte, pela publicação da Medida Provisória 936, do Governo Federal, que garante a manutenção do emprego e renda, avalia o Observatório FIESC.  Além disso, as pesquisas têm mostrado uma redução no pessimismo em relação à atividade industrial.

Pelo segundo mês consecutivo, o setor têxtil e confecção foi mais afetado, com um total de 5.029 postos de trabalho fechados em maio. Na sequência, aparecem os segmentos de construção civil e metalmecânico, que registraram fechamento de 1.252 e 937 vagas, respectivamente. Além das restrições comerciais ocasionadas pela pandemia, têxtil e metalmecânico sentem os efeitos da crise econômica na Argentina, que influencia as exportações. O desempenho negativo da construção civil está atrelado à diminuição da atividade no mercado interno.

O destaque positivo está na atividade agroalimentar, que registrou ampliação de 1.025 novos postos de trabalho, corroborando os dados de aumento de produção e vendas externas, principalmente pelo crescimento da demanda chinesa por carne suína e soja. O país asiático vem sofrendo com estoques reduzidos em função da peste suína africana e por causa do represamento das exportações do grão, causado pelas condições climáticas nos países produtores.

Caged

 

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