Apesar do recuo, de janeiro a setembro, o índice teve expansão de 8,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. Conforme análise do Observatório FIESC, o resultado do acumulado do ano do estado é o segundo melhor entre as unidades da federação.

Florianópolis, 25.11.2021 - Pelo segundo mês consecutivo, o Índice de Atividade Econômica (IBC) de Santa Catarina registrou queda, com retração de 0,4% em setembro na comparação com agosto. Apesar do recuo, de janeiro a setembro, o índice teve expansão de 8,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. Conforme análise do Observatório FIESC, o resultado do acumulado do ano do estado é o segundo melhor entre as unidades da federação e superior à média nacional (5,9%).

“Sabemos que ainda temos desafios, mas a economia catarinense vem demonstrando um desempenho superior à média brasileira neste ano. Já retomamos os patamares pré-pandemia e a qualidade e o dinamismo das nossas empresas vai permitir o crescimento”, afirma o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar.

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Em setembro, apenas o setor de Serviços catarinense registrou expansão na variação mensal com agosto, de 0,3%. A atividade relacionada a Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio foi a que mais cresceu entre agosto e setembro, com aumento de 1,5%, na série com ajuste sazonal. Os Serviços prestados às famílias também foram destaque, com expansão de 1,3% no período.

De acordo com a economista do Observatório FIESC, Mariana Correia Guedes, a retomada dos eventos presenciais e a redução nos casos de Covid-19 vêm impulsionando o crescimento do setor de serviços. “Essas atividades vêm conseguindo recuperar a sua demanda em função do retorno da circulação de pessoas nos centros urbanos”, comenta.

Em relação à Indústria de Santa Catarina, o destaque positivo foi na atividade de Máquinas, aparelhos e materiais elétricos, com expansão de 12,4%. O setor vem sendo puxado pela demanda externa. Em 2021, de janeiro a outubro, os motores elétricos duplicaram sua participação na pauta exportadora catarinense, com crescimento médio mensal de 16,1% ao ano.

No Comércio de Santa Catarina, as maiores quedas de setembro na comparação com agosto foram nas vendas de Eletrodomésticos (-10,7%), Equipamentos e materiais para escritório (-8,1%) e Móveis (-4,7%), na série dessazonalizada. “No entanto, é importar ressaltar que, apesar dos recuos registrados nos últimos dois meses, o desempenho do setor varejista em Santa Catarina permanece em patamar superior ao nível pré-pandemia, com variação de 2,1% em setembro, ante fevereiro de 2020, na série sem os efeitos sazonais”, afirma a economista.

Apurado pelo Banco Central, o Índice de Atividade Econômica (IBC) mensura a evolução da atividade econômica no país e é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). 
 

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