A escassez hídrica vem impactando cada vez mais as atividades das organizações mundiais pela baixa disponibilidade e pela necessidade de conservação dos recursos

Florianópolis, 13.6.2022 - De acordo com Bruno Haas, que é pós-graduado em Engenharia Sanitária e Ambiental, a escassez hídrica vem impactando cada vez mais as atividades das organizações mundiais pela baixa disponibilidade e pela necessidade de conservação dos recursos. Para o especialista, esse cenário faz com que as empresas busquem estabelecer estratégias mais eficientes e harmoniosas com o meio ambiente, seja com ações voltadas à redução da demanda e consumo, ou pela gestão dos efluentes gerados. 

Atualmente, o mundo passa por um momento em que as crises ambientais vêm se intensificando. Exemplo disso é que hoje 2,1 bilhões de pessoas não têm acesso a água limpa e segura para consumo e 3,4 milhões de pessoas morrem anualmente pela falta ou pela contaminação da água, conforme dados da Organização das Nações Unidas. “Isso reflete intensamente na qualidade de vida das pessoas e no andamento dos negócios”, aponta Hass. “Por isso, debater esse assunto é de grande relevância para geração de debates que gerem consciência nas pessoas”, acrescenta. Bruno Hass também citou as perdas nos sistemas de suprimento de água à população. Conforme citou, 40% de toda água captada no Brasil é perdida durante a distribuição, índice que em Santa Catarina é de 35,7%. “Essas perdas estão relacionadas a problemas de tubulação, estações de tratamento, entre outros. E tudo isso, reflete intensamente na escassez hídrica”, comenta. 

Relação do ESG com eficiência hídrica das empresas 

O ESG (Environmental, Social and Governance) se refere a questões ambientais, sociais e de governança corporativa. O especialista cita ações que as organizações podem tomar para se encaixarem nos princípios do Pacto Global com o ESG, como assumir práticas que adotem uma abordagem preventiva, responsável e proativa para os desafios ambientais; desenvolver iniciativas e práticas para promover e disseminar a responsabilidade socioambiental; e incentivar o desenvolvimento e a difusão de tecnologias ambientalmente responsáveis.

Conforme Bruno Haas, a primeira estratégia para conectar a eficiência hídrica e o ESG é mexer na cultura das organizações. “Isso envolve atendimento à legislação, melhoria no desempenho interno, tudo isso considerando aspectos naturais e o envolvimentos das outras partes interessadas. Podemos afirmar que isso refletirá redução de custos operacionais, garantia de suprimentos e contribuição com a conservação dos ecossistemas das organizações. Ou seja, as atitudes das empresas podem melhorar esse cenário mundial de escassez de água”, complementa. 

Por fim, Haas relata que o SENAI possui ações aplicadas dentro das empresas e que busca auxiliar na gestão de águas e efluentes líquidos, como análise e acompanhamento do cumprimento legal do uso da água por meio do atendimento a requisitos legais e ocorrência de sanções; prática de gestão através de programas voltados ao uso e consumo eficiente da água; retração da empresa referente a pesquisa e desenvolvimento; e envolvimento da empresa em programas com a cadeia de suprimentos e comunidade. "Outro tópico importante é a análise de desempenho, que é feita por meio de monitoramento do consumo de água e geração de efluentes, aplicação de técnicas que incentivam a redução do consumo e das cargas poluentes lançadas em corpos receptores”, finaliza. 

 

Com informações da Presse Comunicação

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