Alguns conceitos se tornam definitivos no mundo dos negócios, e inovação é um deles. Ninguém nega a sua centralidade, mas é justamente por remeter a algo novo, ou desconhecido, que inovação às vezes parece algo vago e inatingível para alguns empresários. Nesta edição não só reiteramos a importância de se realizar a chamada transformação digital da indústria como também mostramos como isso pode ser feito.


O modelo defendido pela FIESC é o da inovação aberta, em que a indústria interage com o ecossistema de inovação. Esse arranjo congrega academia, setor público, empresas, organizações como a FIESC – que possui uma grande quantidade de iniciativas e serviços voltados à inovação – e startups. Algumas dessas jovens, ágeis e ousadas empresas, apoiadas pelo ecossistema, têm se destacado por criar soluções capazes de resolver problemas e ampliar os horizontes da indústria, de modo surpreendente. A interação do setor com startups também é importante para a incorporação da mentalidade inovadora e de atuação em ecossistema que cada vez mais orienta a estratégia e a gestão de negócios ao redor do mundo.


A competitividade é a resultante de múltiplos fatores, sendo que o ambiente de negócios é um deles – ele pode ser mais ou menos favorável à produção de inovações, por exemplo. A FIESC trabalha com determinação para melhorar o ambiente produtivo, e é com alegria que registramos nesta edição algumas conquistas. Além de apoiar e contribuir para as reformas estruturais em curso no plano nacional, fundamentais para a retomada do crescimento com sustentabilidade, dialogamos com todos os representantes da sociedade catarinense para encaminhar, de forma satisfatória, a questão dos incentivos à economia e elevar a competitividade da indústria de Santa Catarina.


Reportagens desta edição mostram que a recuperação é lenta, mas já é observada em setores como a construção civil, que depois de perder quase um terço dos colaboradores no País, volta a contratar. O setor de alimentos, fortemente representado em Santa Catarina pelo cooperativismo, amplia a produção e investe em novas instalações industriais. Por meio da agroindústria e das cooperativas, mas também por causa do ambiente favorável e da busca por inovação e tecnologia, dezenas de milhares de pequenos produtores rurais integram a cadeia global de fornecimento de alimentos. Sinal de que, quando os fatores de competitividade evoluem e se conectam, Santa Catarina avança em seu processo de desenvolvimento.


Mario Cezar de Aguiar - Presidente da FIESC.

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