Para a entidade, aumentos de despesas precisam ser avaliados com cuidado, para não comprometer ainda mais a capacidade de investimento do setor público 


Florianópolis, 20.12.2021 – A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) vê com preocupação medidas que elevam o gasto público nesta reta final do ano, tanto em nível nacional, quanto estadual. Para o presidente da entidade, Mario Cezar de Aguiar, a derrubada do veto ao Fundo Eleitoral, definida no Congresso Nacional na última sexta-feira (17) e o aumento de gastos do governo estadual, que está sendo aprovado com rápida tramitação na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, prejudicam a capacidade de investimento em áreas essenciais para o cidadão.
 
Com a derrubada do veto ao chamado fundão, os partidos terão R$ 5,7 bilhões de recursos públicos para financiar as campanhas eleitorais do próximo ano. “É uma medida em total descompasso com as expectativas da população, que enfrenta graves deficiências em serviços básicos, como saúde, educação, segurança e infraestrutura”, diz Aguiar.
 
Em âmbito estadual, a FIESC considera que o pacote de projetos em tramitação na Assembleia Legislativa deve ser avaliado com cuidado pelo Parlamento e ter ampla discussão com a sociedade, especialmente no que se refere ao aumento de gastos públicos. “A tramitação acelerada no final do ano impede o aprofundamento do debate e a avaliação cuidadosa dos cidadãos e entidades. A imprensa noticia o aumento de gastos com a folha de pagamento e isso preocupa o setor produtivo, pois são custos permanentes”, avalia.
 
Mesmo que a receita do Tesouro esteja em alta, não há segurança de que essa elevação vá se manter no longo prazo. “E mesmo que a arrecadação continue elevada, os catarinenses deveriam discutir a melhor maneira de aplicar esses recursos”, diz Aguiar.
 
Ele lembra que neste ano, após um grande esforço para minimizar os déficits e gastos do governo, foi aprovada a reforma da Previdência. “Foi uma medida que avaliamos como responsável, para reduzir um déficit de R$ 4,8 bilhões anuais. Uma parte dos projetos que tramitam agora no final do ano legislativo vai na direção contrária, sem a necessária discussão”, finaliza.


Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
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