Temas foram debatidos em reunião de diretoria da entidade, nesta sexta-feira, dia 26, com participação do CEO da Rudolph Usinados, Alex Marson, do presidente da Holding GBGA, Luiz Gonzaga Coelho, e do diretor de inovação e competitividade da FIESC, José Eduardo Fiates

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Florianópolis, 26.2.2021
– As mudanças que o Brasil precisa fazer no seu ambiente de negócios e a importância da industrialização para o desenvolvimento do país foram temas debatidos durante painel na reunião semipresencial da diretoria da Federação das Indústrias (FIESC), nesta sexta-feira (26). Participaram da discussão o CEO da Rudolph Usinados, Alex Marson, o presidente da Holding GBGA, Luiz Gonzaga Coelho, e o diretor de inovação e competitividade da FIESC, José Eduardo Fiates.

“Nosso objetivo é realmente provocar um debate para podermos fazer a virada”, disse o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, destacando os preceitos do Programa Travessia, iniciativa da Federação para vencer a crise pós-pandemia. “É uma discussão profunda e não deve parar aqui. Tenho certeza que Santa Catarina pode virar um modelo para provocar as mudanças. Queremos construir uma proposta e congregar os empresários para fazermos um país melhor e mais desenvolvido”, afirmou.

Alex Marson abriu o debate trazendo o conceito de capitalismo consciente e como as empresas participam deste processo. “É um modelo de quatro pilares que trabalha, de forma resumida, com um propósito maior do que o lucro e diz porque nós existimos e como a gente gera valor para as pessoas e para a sociedade. É um paradigma diferente, e isso muda muita coisa na forma como a gente conduz os negócios”, explicou. Ele fez uma reflexão sobre as transformações trazidas pela pandemia e como isso mexeu com as pessoas e as empresas. “O que nos trouxe até aqui não nos levará até onde queremos chegar. Estamos passando por um momento de transformação e todos temos um papel a desempenhar nesse cenário”, disse, salientando a importância da liderança empresarial. 

Gonzaga, por sua vez, trouxe para a discussão os desafios de empreender num país como o Brasil, e citou como exemplo o sistema tributário, que prejudica o crescimento das empresas e afeta a renda das pessoas. “Considero que o tributo pode ser um vetor de desenvolvimento, de riqueza, dependendo de quanto se cobra, de quando se cobra, de como se cobra e do tamanho da carga tributária. São questões que interferem na burocracia”, disse, lembrando que o Brasil é o único país do mundo que tem spread contábil, spread fiscal, e-Social e substituição tributária. “É um sistema complexo e exige que a indústria pague o imposto sobre valor agregado do final da cadeia já no início dela. Quer dizer, é algo fora do comum”, declarou. Ele também chamou a atenção para a dívida do governo, que não para de subir, e disse que isso traz impactos para a inflação, o dólar e pode afetar os investimentos. 

Fiates, da FIESC, mostrou as principais linhas de atuação do Programa Travessia e trouxe informações para o debate que mostram a importância da indústria para o desenvolvimento do país. Ele destacou exemplos de países que se desenvolveram rapidamente ao longo das últimas três décadas, como China, Coreia do Sul e Irlanda. “Em momentos históricos de crise antecipamos o futuro, aceleramos as mudanças e acentuamos as prioridades”, afirmou, destacando que a reinvenção da indústria e da economia é o norte do Programa Travessia.
 

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