Medida eleva a competitividade do mercado do entorno, gerando mais empregos na indústria, e incorpora boas práticas, experiência e novas ideias, levando o porto a reduzir custos, aumentar a eficiência e a segurança na movimentação de cargas

 

Florianópolis, 21.12.2021 - A FIESC vê com preocupação os movimentos de resistência aos processos de concessão do Porto de Itajaí, que já está em já em fase adiantada,  e de desestatização dos Portos de Imbituba e de São Francisco do Sul.

Os portos trazem grandes benefícios para o Estado e as cidades do seu entorno, gerando emprego, renda, circulação da economia e tributos.

São essenciais para a cadeia logística da indústria – tanto para levar os produtos ao mercado interno, por meio da cabotagem, quanto externo, pela navegação de longo curso. E não é só isso: os portos também  são fundamentais para suprimento de matérias primas e importação de produtos.

O Brasil possui participação mínima no comércio exterior e a eficiência da nossa infraestrutura portuária é essencial para mudarmos essa realidade, aumentando a inserção do Brasil no comércio Internacional.

Sabemos que o setor público possui amarras que comprometem a gestão, por melhor que seja o gestor. A falta de recursos do governo federal tem se confirmado ao longo dos anos. Isso resulta na dificuldade para realizar os investimentos necessários nos acessos marítimos, na ampliação de capacidade e nos equipamentos necessários para fazer frente às tendências atuais da marinha mercante, que cada vez mais usa navios de maior dimensão.

A concessão de um porto significa mudanças que poderão não ser do agrado de todos. Pode parecer, à primeira vista, que irá resultar em menos postos de trabalho. Mas é o contrário. Um porto privado torna o mercado do entorno mais competitivo, gerando mais empregos na indústria e em uma série de outras atividades produtivas.

Além disso, o processo incorpora boas práticas, experiência e novas ideias, levando o porto a reduzir custos, aumentar a eficiência e a segurança na movimentação de cargas.

Importante também esclarecer que concessão não significa privatização. A infraestrutura física do porto se mantém pública. Não há transferência de propriedade, apenas da operação por um determinado período.

Por isso a FIESC considera que deve haver muita reflexão, pois os processos em andamento, se bem conduzidos, poderão gerar oportunidades para toda a sociedade e garantir o futuro da competitividade do Estado de Santa Catarina, que hoje é referência nacional na movimentação portuária, por meio dos portos privados.


Assessoria de Imprensa
Federação das Indústrias de Santa Catarina - FIESC