Ele participou de uma live, promovida pela FIESC, nesta quarta-feira, dia 14, e relatou a experiência da empresa, de Blumenau, que há 30 anos exporta de forma contínua

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Florianópolis, 14.10.2020 – A exportação e o crescimento dela são estratégicos. Isso está no planejamento anual da empresa para ser cumprido, disse o diretor de marketing da Altenburg, Tiago Altenburg, durante live promovida pela Federação das Indústrias (FIESC), nesta quarta-feira, dia 14, com a participação de representantes da companhia têxtil, com sede em Blumenau. “Você amplia mercado. A sua marca não está em um país apenas e sim em mais de 20 países (caso da Altenburg). Isso reduz o risco do negócio porque dificilmente todos os mercados vão ter oscilações para cima ou para baixo ao mesmo tempo”, explicou.

Ele destacou que além da atenção que precisa ter na logística internacional, há a customização de produto. “Temos um produto em linha, mas dependendo para qual país você vende, o tamanho do colchão é diferente. Então preciso cadastrar um produto diferente, criar um encarte, uma embalagem diferenciada para aquele produto. E isso tudo requer tempo em forma de serviço entregue ao cliente. Não é meramente uma venda. É uma venda com muita parceria, com uma visão de longo prazo e um processo contínuo”, observou Tiago. 

O coordenador de exportação da Altenburg, Vanderlei Jorge Schneider, destacou a importância de entender o mercado no qual se pretende atuar e quais são os produtos dos concorrentes. “Vejo que a indústria brasileira tem muita oportunidade lá fora. É uma questão de entender o potencial e como posso me posicionar perante os concorrentes, buscando diferenciação no produto. Vai ficar mais fácil ingressar no mercado se diferenciando por produto”, salientou. Ele destacou ainda que, muitas vezes, a empresa define exportar por um momento oportuno ou por uma oscilação do dólar. “O dólar foi a R$ 5 então está realmente oportuno para exportar. Mas é importante estar no planejamento da empresa essa continuidade da exportação. E não somente uma venda pontual. O dólar no Brasil oscila muito. Já tivemos dólar a R$ 1,60”, reforçou.

A presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC, Maria Teresa Bustamante, disse que a Altenburg é uma das indústrias tradicionais de Santa Catarina, com 98 anos de fundação. “Nosso estado tem uma singularidade. Conta com empresas tradicionais e familiares. Então, não há dúvida que é importante ter a oportunidade de compartilhar a trajetória histórica de uma empresa desse porte, uma marca mundial. É absolutamente relevante a exportação estar dentro do planejamento estratégico, é relevante que seja uma diretriz de atuação da empresa, de forma permanente, e não algo intempestivo”, declarou. 

O gerente de suprimentos e importação da Altenburg, Clóvis Renan Stahnke, informou que a empresa importa matéria-prima há cerca de 30 anos. Entre os principais parceiros estão China, Coreia do Sul, Índia, Paquistão, Bangladesh e Vietnã. Ele apresentou o travesseiro antiviral. “É muito conectado ao momento de pandemia. Esse travesseiro utiliza um tecido com tratamento antiviral que inibe a ação do vírus na superfície do tecido. Então fizemos uma aquisição de um tecido padrão nosso, mas inserimos uma formulação química já comprovada, que faz a ação antiviral na superfície do travesseiro. Então ele não vai tirar o vírus da pessoa, mas não vai propagar. Esse é um case de sucesso em que a gente olhou o mercado, buscou essa formulação e foi à frente para conseguir fazer esse lançamento e ter um valor agregado”, disse. 

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