Diretor-presidente da Emgepron participou da reunião do Comdefesa, da FIESC, nesta quinta-feira (29), em Florianópolis, e disse que há possibilidade de negócios não só na fase de construção, mas principalmente quando os navios entrarem em operação

Florianópolis, 29.8.2019 – O projeto que prevê a construção de quatro corvetas classe Tamandaré em Itajaí abre a possibilidade de negócios para a indústria catarinense principalmente na fase de operação das embarcações, durante o ciclo de vida. “É um investimento que o Estado brasileiro está fazendo da ordem de 2,5 bilhões de dólares. É um negócio de dez anos, mas se olharmos o ciclo de vida teremos negócio por mais três décadas pelo menos”, afirmou o diretor-presidente da Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron), vice-almirante Edésio Teixeira Lima Junior. Ele participou de reunião do Comitê da Indústria de Defesa da FIESC (Comdefesa), nesta quinta-feira (29), em Florianópolis. “Esse investimento que estamos fazendo vai representar um quarto do total do investimento para manter esses meios operando e sendo apoiados ao longo de todo o ciclo de vida. Então, o grande negócio para a indústria é a cadeia produtiva e o apoio ao supply chain, que vai gerar negócio por 30 anos”, declarou.

O vice-almirante informou que os contratos estão em fase de negociação com o Consórcio Águas Azuis, que foi selecionado para executar o projeto. “Provavelmente teremos uma filial da Emgepron em Itajaí porque a nossa expectativa ao longo destes oito anos e meio é de usar oito engenheiros por navio só para fiscalização”, explicou. O vice-almirante disse ainda que depois de assinado o contrato, virá a concepção do navio. “Então esse projeto vai ser desenvolvido aqui já sob a condução do Consórcio Águas Azuis. Depois tem a produção, que também ocorrerá aqui, e na sequência, o navio entra no seu ciclo de atividade e operação, que é de responsabilidade da Marinha. Nas fases finais é que está o grande investimento para as várias cadeias produtivas”, explicou.

O presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, disse que Santa Catarina tem uma indústria diversificada, dinâmica e protagonista, que se destaca no Brasil e no exterior. “Há empresas catarinenses líderes mundiais no segmento que atuam. Então essas empresas estão altamente capacitadas para atender às necessidades das Forças Armadas. Mas temos que incentivar micro, pequenas e médias indústrias a participar desse mercado também”, afirmou.

O presidente do Comdefesa, Cesar Olsen, destacou o trabalho do comitê para aproximar as indústrias das demandas militares. “Temos excelentes oportunidades e muita tecnologia em Santa Catarina”, disse. Ele convidou as empresas presentes na reunião para participar da SC Expo Defese, feira de produtos de defesa, que será realizada de 27 a 29 de setembro, na Base Aérea de Florianópolis. A FIESC é uma das promotoras do evento. Além de produtos tipicamente de uso militar, a feira pode ser uma oportunidade de negócios para outros segmentos, como o alimentar, cibernética, de sensores e nuclear, tendo em vista que as Forças Armadas adquirem praticamente todo tipo de produto. Acesse o site e saiba mais: www.scexpodefense.com.br

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