Conheça a história de profissionais do SESI e SENAI que realizam projetos inovadores para solucionar desafios sociais; confira ainda publicação que reúne práticas de docentes do SENAI, lançada nesta terça-feira (15)


Florianópolis, 15.10.2019 – Em busca de uma educação mais conectada à realidade dos alunos, educadores do SESI e SENAI estão inovando em técnicas de ensino. Neste dia do professor (15 de outubro), conheça a história de alguns profissionais do SESI e SENAI que realizam projetos que solucionam desafios sociais e tornam as disciplinas mais atrativas. É o caso dos instrutores Casiana Regina da Silva e Alfredo de Lima, que em 2016 implantaram uma linha de produção na APAE de Itajaí com o objetivo de facilitar a aprendizagem dos estudantes da associação.

Desenvolvido com jovens aprendizes do curso Auxiliar de Produção, em parceria com a APAE/CAPACIT (Centro de Apoio Profissional Acompanhamento e Inclusão no Mercado de Trabalho), o projeto envolve alunos com deficiência intelectual leve e moderada em um ambiente de produção. Eles estão aprendendo na prática como funciona o processo industrial de uma empresa do ramo têxtil. “As atividades desenvolvidas com estes alunos procuram simular um ambiente de trabalho. Conseguimos diversificar as atividades e trabalhar com eles as competências, habilidades e atitudes que vão prepará-los como profissionais do futuro”, explica Casiana. A iniciativa foi umas das 18 finalistas do Desafio Diário de Inovações, promovido pelo portal Por Vir. Mais de 319 relatos participaram do desafio. 

Em Jaraguá do Sul, as aulas de matemática de uma das turmas da educação de jovens e adultos (EJA) envolveu noções de geometria e estatística em meio a máquinas de costura, tecidos e retalhos. A ideia foi da professora de matemática Daniela Mardula. “Esse foi um dos projetos mais desafiadores da minha carreira, pois tive de aprender um pouco de corte e costura para fazer a relação com a matemática e ensinar”, conta Daniela, reconhecida pela habilidade de sempre sair da zona de conforto.

De acordo com Janaina Lueders, coordenadora de Educação Básica e Profissional do SESI SENAI de Jaraguá do Sul, a capacidade de Daniela se renovar está no perfil acolhedor, de ouvir atentamente aos alunos e entender suas reais necessidades. “Além disso, ela corre atrás quando tem dúvidas e sabe planejar conteúdos junto com outros professores”, afirma Janaina. “A Daniela está sempre rodeada de pessoas de outras áreas, não só da educação básica, mas até da educação profissional do SENAI”, completa.

Daniela inseriu noções de corte e costura naquela turma porque a maioria dos estudantes da turma trabalhava em indústrias têxteis e tinha conhecimento na área. Para preparar o conteúdo, buscou apoio em técnicos do vestuário do SENAI. “Métodos de ensino contextualizados com a realidade do aluno e aprendizado prático são mais prazerosos”, destaca a professora. 

Segundo Daniela, os alunos da EJA exigem que professores tornem a aula mais dinâmica porque, geralmente, saem cansados do trabalho e precisam de atividades para mantê-los ativos. “Além disso, o foco do professor deve ir muito além de ensinar matemática, mas incentivar e mostrar que os alunos são capazes”, explica. 

:: Ensinar é aprender 
O SENAI também lançou nesta terça (15) a terceira edição da publicação digital Ensinar é aprender que reúne práticas executadas por 135 educadores do SENAI. “Ensinar e aprender não devem mais ser vistos como processos separados, em que fica a cargo do docente apenas a responsabilidade de ensinar e cabe ao aluno somente aprender. Cada pessoa carrega experiências, bagagens e pontos de vista diferentes. O tradicional formato expositivo das aulas é complementado por uma grande variedade de possibilidades. Dessa forma, a publicação é uma fonte de inspiração”, destaca o diretor regional do SENAI/SC, Fabrizio Machado Pereira. 

Em Santa Catarina, são mais de 2,8 mil profissionais que atuam em 528 salas de aula e 833 laboratórios didáticos do SESI e SENAI. As entidades integram a maior rede privada de educação básica do Brasil. A oferta de ensino está focada na educação tecnológica e na abordagem STEAM, sigla em inglês ciência, tecnologia, engenharia, arte e matemática. A inclusão de conteúdos alinhados às novas tecnologias prepara os estudantes para um mundo cada vez mais disruptivo.


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