Academia Nacional de Engenharia reúne, na FIESC, especialistas para discutir inovação, soberania tecnológica e formação profissional; SENAI/SC participa de debates sobre terras raras e inteligência artificial

Florianópolis, 05.11.2026 – “Discutir o futuro da engenharia é discutir o futuro do próprio Brasil. Não existe desenvolvimento econômico, produtividade industrial ou soberania nacional sem uma engenharia forte”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme, na abertura do seminário nacional “O Futuro da Engenharia no Brasil”. 

Promovido pela Academia Nacional de Engenharia (ANE), o evento reúne, na FIESC, especialistas para discutir inovação, soberania tecnológica e formação profissional. “A escassez de profissionais qualificados é hoje um dos maiores gargalos para o nosso crescimento, e precisamos agir agora”, frisou Seleme.

A programação inclui painéis sobre inteligência artificial, robótica industrial, terras raras, bioindústria, transição energética e modernização do ensino da engenharia. Durante o evento, também foram reconhecidos os parceiros da Aliança pelo Futuro da Engenharia no Brasil, entre eles a FIESC e a UniSENAI, pelo compromisso com o desenvolvimento da engenharia nacional.

IA e Robótica - Aplicação Industrial e Competitividade

No painel sobre inteligência artificial e robótica, o coordenador de inovação do Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados, Renato Simão, destacou: “para a IA e a robótica terem impacto na produtividade industrial temos que trabalhar em tecnologias que sejam confiáveis para serem aplicadas na indústria e que sejam compatíveis com o processo”, declarou Simão.

Gerações de mulheres engenheiras

O talk “A Inteligência Feminina Aplicada à Engenharia” reuniu mulheres de diferentes gerações para discutir a participação feminina na área, os desafios de inserção e reconhecimento profissional e o incentivo às meninas nas áreas de ciência e tecnologia. Entre as iniciativas apresentadas estava o projeto Tribogirls, da UniSENAI, que aproxima estudantes do ensino fundamental da ciência e da engenharia por meio de atividades práticas e contato com pesquisadoras.

“Ver meninas de 13 anos falando sobre temas como texturização a laser e otimização topográfica de superfícies é extremamente gratificante. Estamos contribuindo para mudar essa percepção e ampliar as possibilidades que elas enxergam para o futuro”, afirmou Bruna Zappelino Camillo, docente do SENAI/SC e coordenadora do projeto.

Terras raras

O potencial brasileiro na cadeia produtiva de terras raras e os desafios para transformar reservas minerais em desenvolvimento industrial e tecnológico também foram tema de painel no seminário. O pesquisador-chefe do Instituto SENAI de Inovação em Sistemas de Manufatura e Processamento a Laser, Luiz Gonzaga Trabasso, apresentou o projeto MagBras, que busca demonstrar todas as etapas de produção de ímãs permanentes, da mina ao produto final. Segundo ele, o Brasil tem condições de ampliar sua participação no mercado internacional. “A nossa ousadia vai além do suprimento das necessidades nacionais. Temos uma oportunidade para nos inserir como fornecedor global”, concluiu. 

O evento segue nesta sexta-feira (6), na FIESC. Confira a programação. 

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

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