Em live promovida pela Câmara de Comércio Exterior da FIESC, Kyly, de Pomerode, e Buddemeyer, de São Bento do Sul, destacaram que Angola, por exemplo, é um dos países que oferecem oportunidades para exportar

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Florianópolis, 16.9.2020 – Em live promovida pela Câmara de Comércio Exterior da FIESC, representantes das empresas Kyly e Buddemeyer disseram que o design brasileiro é muito bem aceito em parte do mercado africano, especialmente em Angola. Além disso, é um continente que oferece oportunidades em nichos e a entrada nesse mercado pode ocorrer por meio de feiras, de um distribuidor ou da venda direta pela própria indústria. A transmissão foi realizada nesta quarta-feira, dia 16, pelo canal da FIESC no YouTube

“Tem uma parte da África que é muito próxima do Brasil em termos de conteúdo e de mídia. Levamos para esse mercado uma novidade, que é um pijama com repelência (a mosquitos), e eles ficaram muito empolgados. São muito abertos”, afirmou o diretor comercial da Kyly, Claudinei Martins. A empresa, com sede em Pomerode, trabalha com clientes em Angola e no Egito. “Atualmente, exportamos para 29 países. Estamos ganhando mercado e saindo do nosso quintal. A América do Sul é quase uma extensão do mercado brasileiro e temos buscado cada vez mais novos países, disse, ressaltando que a Kyly faz exportação direta para África. 

O diretor comercial da Buddemeyer, Rafael Buddemeyer, relatou que a empresa, com sede em São Bento do Sul, iniciou no mercado africano por meio do segmento de hotelaria. “Para nós, em Angola, país de descendência portuguesa, foi mais fácil de entrar”, explicou, lembrando que a economia é dependente dos preços do petróleo, o que gera oscilações. “De qualquer forma, é um país muito bom para produtos brasileiros. O angolano ama nossos produtos. A televisão brasileira é muito forte dentro de Angola, então tem essa facilidade de entrar”, afirmou.

Ele ressaltou que hoje a moda é global e os produtos fabricados no Brasil se encaixam em vários países. Rafael contou que a Buddemeyer ingressou na África a partir de uma parceria feita com um distribuidor de Hong Kong que tem conhecimento do mercado africano. “Existem vários nichos que os empresários brasileiros poderiam se dar muito bem levando as nossas regionalidades, qualidades e produtos”, disse, salientando que o Brasil é muito flexível em volumes e esse é um fator importante porque nem sempre o cliente consegue fechar grandes compras. 

A presidente da Câmara, Maria Teresa Bustamante, informou que entrou em vigor em janeiro de 2020 o acordo que criou a zona de livre comércio dos países africanos. “Isso abre a possibilidade de aumentar a comercialização de produtos porque dos 55 países que constituem o continente africano, 54 são signatários do acordo. E a primeira grande experiência que eles decidiram adotar foi reduzir o imposto de importação entre os 54 países. Ou seja, o continente africano neste momento para a grande maioria dos produtos tem trânsito livre. A integração que tanto gostaríamos de ter no Mercosul eles já têm”, declarou. 

O vice-presidente regional da FIESC, Ulrich Kuhn, disse que a exportação tem que fazer parte da estratégia da empresa. “Temos um mercado interno enorme para crescer, mas não podemos e não devemos esquecer que exportação é estratégia, é desafio. E essas duas empresas mostraram claramente que de grão em grão se vai longe”, afirmou. Ele lembrou que é muito mais fácil buscar mercados tradicionais, mas é preciso se desafiar e encontrar oportunidades em diferentes países.

A internacionalização é um dos quatro pilares estratégicos da atual gestão da FIESC, liderada pelo presidente Mario Cezar de Aguiar.

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