Estudantes da Escola S de Criciúma, rede de educação básica do SESI e do SENAI, participam de 9 a 15 de julho do mundial F1 in Schools, projeto educacional da Fórmula 1 para estimular o aprendizado STEAM; classificação ocorreu após as disputas do Festival SESI de Robótica


Florianópolis, 7.7.2022 - Um dos circuitos mais emocionantes da Fórmula 1, o de Silverstone, na Inglaterra, será palco para outra competição tão acirrada quanto a tradicional corrida de automobilismo. Entre os dias 9 e 15 de julho, quem ocupa as pistas – neste caso, de 20 metros – são estudantes de 25 países, que trabalharam meses na criação de carros em miniatura feitos de poliuretano, que chegam a 80km/h impulsionados por um cilindro de CO2.

É o mundial do F1 in Schools, projeto educacional da Fórmula 1 para estimular o aprendizado STEM, sigla em inglês para ciência, tecnologia, engenharia e matemática. O Brasil estará representado por quatro equipes, que se classificaram no Festival SESI de Robótica 2021, sendo que duas delas são da Escola S de Criciúma (Spark e Alpha). 

A competição é para alunos de 9 a 19 anos, que formam times de três a seis pessoas para gerenciar uma escuderia e passar por desafios reais das corridas de Fórmula 1. Desde 2019, o SESI promove os torneios da categoria F1 in Schools no país, junto à Associação Projetando o Futuro (APF). 

Como em qualquer empresa, é necessário assumir funções de marketing, financeiro, negócios, além de todo o processo de projetar, modelar e testar os protótipos de carro de F1, que exigem conhecimentos em engenharia e matemática. Os critérios de avaliação e as premiações se dividem em: negócios e patrocínios, design, análise de aerodinâmica, estratégia de usinagem, montagem de estande, fiscalização dos automotivos, testes de engenharia, apresentação verbal, julgamentos dos portifólios – empresarial e engenharia – e corrida. 

Cleber José Júnior, 43 anos, é professor e técnico das duas equipes de Santa Catarina. Para ele, o sentimento de ver os dois times no mundial é de orgulho: “Poder acompanhar o desenvolvimento dos meninos e vê-los representando o país a partir do esforço deles, é gratificante. A robótica e o F1 modificam e elevam a vida dos estudantes muito além da parte acadêmica, aperfeiçoando também a inteligência emocional”. 

Segundo ele, os meses de trabalho são convertidos em oportunidades, seja com premiação, conhecimento, estágio ou, até mesmo, emprego. “O logo já diz: ‘robótica muito além dos robôs’. Mas, só quem vive o dia a dia entende o peso dessa frase. Eu acredito que o F1 é o projeto mais completo que existe em relação ao estudo STEM e com maior poder de transformação na vida dos jovens”, resume Cleber. 

Pedro Daminelli Lage, 19 anos, líder da equipe Spark, participa pelo segundo ano consecutivo do mundial. No ano passado, o carro da Spark ficou entre os 10 mais velozes do mundo. Em uma rotina de treinos diários há mais de quatro anos, o estudante lembra que, mesmo durante a pandemia, no remoto, o ritmo não diminuiu.

“Estamos há dois anos aguardando esse mundial presencial e, mesmo faltando poucos dias para a competição, parece ainda algo distante, porque esperamos esse momento desde a competição do ano passado”, relata o estudante. O time orgulha-se do carro, resultado de muito estudo focado nas asas traseiras e frontais. 

“A técnica de delineamento frontal é algo normalmente visto apenas em faculdades, no final do curso. Só o fato de conseguirmos aplicar durante o Ensino Médio já é considerado algo inovador. Fora que é um carro que passa por um processo de evolução há quatro anos”, ressalta Pedro. 

O time tem o sonho de trazer o título de campeão mundial, mas guarda o sentimento de missão cumprida e o prêmio de evolução pessoal, já alcançado. “Tem que ser persistente e acreditar. Quem se dedica de coração ao projeto e se conecta às pessoas, só cresce!”, ressalta.

Brasil e Irlanda competem juntos
A equipe Alpha participa do mundial junto à FAF Racing, da Irlanda. O nome da nova equipe é Volta, formada por Victor e Arthur, do Brasil, e Darragh, Quentin, Pearce e Fionn, da Irlanda. Victor Bitencourt, 18 anos, engenheiro aerodinâmico da Volta, conta que a Alpha foi formada em 2020 e que, de lá para cá, houve muita evolução. “Por estar em uma equipe colaborativa, tivemos um grande ganho que foi o desenvolvimento do inglês. Também lidamos com o choque de culturas. Mas, desde o primeiro momento, tivemos uma sinergia muito boa, o que ajudou muito no processo. Esperamos trazer uma colocação boa para o Brasil no mundial”. 
 

Com informações da Agência CNI.


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