O indicador, que é considerado uma prévia do PIB, teve avanço de 1,7% em relação a outubro na série livre dos efeitos sazonais. No país, o crescimento foi de 0,7% no mesmo período, mostra análise do Observatório FIESC.

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Florianópolis, 26.1.2022 – Após registrar três recuos consecutivos, a economia de Santa Catarina voltou a crescer em novembro de 2021. O Índice de Atividade Econômica (IBC) do Banco Central, que é considerado uma prévia do PIB, teve avanço de 1,7% em relação a outubro na série livre dos efeitos sazonais. De acordo com análise do Observatório FIESC, foi o maior resultado entre os estados brasileiros. No país, o crescimento foi de 0,7% no mesmo período.

No acumulado de 2021, o estado registrou expansão de 6,3%, superior à média nacional de 4,6%. A taxa de crescimento da atividade econômica catarinense em 2021 (janeiro-novembro) foi a terceira maior do país, atrás apenas do Espírito Santo e Rio Grande do Sul.

“O resultado reforça nossa perspectiva de retomada do crescimento e a importância da indústria para o desenvolvimento do estado. Em novembro, tivemos uma contribuição expressiva da Indústria Geral para o crescimento da atividade econômica catarinense”, afirma o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar.

Produção industrial orienta a recuperação econômica de Santa Catarina

Conforme dados do IBGE, em novembro, a Indústria Geral registrou o maior crescimento entre os setores da economia em Santa Catarina, com expansão de 5,0%, após dois meses consecutivos de recuos. De acordo com o economista do Observatório FIESC, Thiago Rodrigues, entre as atividades industriais, os melhores resultados do período foram nos setores de Máquinas e Equipamentos e Vestuário e Acessórios, com taxas de 19,7% e 15,3%, respectivamente. “O resultado reflete a retomada das atividades presenciais e do fluxo de pessoas nos centros urbanos percebida principalmente no segundo semestre do ano”, avalia o economista.

O setor de Serviços catarinense apresentou expansão de 3,7% em novembro na comparação com outubro, apontou o IBGE. Um dos destaques se deu em Serviços de Informação e Comunicação, com 4,8% de crescimento. “O setor engloba as empresas de tecnologia e software, que tiveram um crescimento muito expressivo em função da digitalização de processos acelerada pela pandemia”, afirma o economista do Observatório FIESC. De janeiro a novembro, conforme dados do Novo Caged do Ministério do Trabalho e Previdência, o setor gerou um saldo de 5,8 mil novas vagas em Santa Catarina.
 

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