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Contrato com a concessionária CCR, que venceu o leilão realizado em fevereiro, com a proposta de tarifa de pedágio de R$ 1,97 por praça, foi formalizado nesta segunda-feira, dia 6, em Jaguaruna, com a presença do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, e autoridades de SC

Confira a avaliação do presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar

Florianópolis, 6.7.2020 – A assinatura do contrato de concessão do trecho sul da BR-101 foi realizada nesta segunda-feira, dia 6, no aeroporto de Jaguaruna, com a participação do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, e de autoridades do estado e do país. O secretário-executivo da Câmara de Transporte e Logística da FIESC, Egídio Martorano, representou a entidade no encontro.

Na avaliação do presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, o ato representa a garantia de investimentos fundamentais para conservação e melhoria do trecho concedido. “Isso permitirá que a rodovia receba investimentos e tenha melhores condições de trafegabilidade e segurança. Serão R$ 7,5 bilhões de investimentos ao longo dos 30 anos de concessão, o que representa a aplicação anual de R$ 250 milhões”, afirma. "É um valor importante, tendo em vista que o total aportado pelo governo federal em todas as rodovias federais de Santa Catarina soma R$ 465 milhões por ano", acrescenta.

Em seu discurso, o ministro disse que hoje é um dia para celebrar. “É uma entrega para a sociedade e com essa assinatura do contrato se abre a esperança. O que a gente está fazendo hoje é reafirmando a nossa esperança de um Brasil melhor. Fizemos concessão para melhorar a prestação de serviço aos usuários para tornar o Brasil mais eficiente, com custos menores. As nossas concessões salvam vidas e geram riqueza. E fico feliz também pelas 1,5 mil pessoas que terão trabalho por meio dessa concessão no momento em que a gente mais precisa de emprego. Os investimentos de infraestrutura que estamos proporcionando vão ser molas indutoras do desenvolvimento e da geração de emprego”, declarou Freitas.

Aguiar lembra que do total previsto, R$ 4 bilhões serão aplicados na operação e conservação do trecho. "Estudo que realizamos em 2014 já mostrava que a falta de manutenção é o principal problema da rodovia, pois provoca uma série de problemas, inclusive compromete a segurança dos usuários. A correção disso, por meio da concessão, é a melhor solução para a sociedade, pois para cada R$ 1 investido na manutenção, são economizados R$ 4 que teriam que ser gastos com restauração", afirma.

O Grupo CCR venceu o leilão realizado em fevereiro último, com a proposta de tarifa de pedágio de R$ 1,97 por praça. No total, foram concedidos 220 km entre os municípios de Paulo Lopes/SC e a divisa com o estado do Rio Grande do Sul. O vencedor do leilão tem o direito de administrar a rodovia por 30 anos.

Conforme informações do Ministério da Infraestrutura, o conjunto de obras previstas contempla novas vias marginais (70,3 km), novas faixas adicionais (98,3 km), melhorias de acessos (31), adequações de faixas de aceleração/desaceleração (185), pontos de ônibus – com baias (25), canalizações de tráfego (51), eliminação de conflitos frontais (218), dispositivos em desnível (5 implantações e 4 adequações), implantação de passarelas (18 unidades) e implantação de rotatórias em nível (42 unidades). O trecho concedido engloba os municípios catarinenses de Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Pescaria Brava, Capivari de Baixo, Tubarão, Treze de Maio, Jaguaruna, Sangão, Içara, Criciúma, Maracajá, Araranguá, Sombrio, Santa Rosa do Sul e São João do Sul.

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